A Alternativa para a Alemanha (AfD) ganhou as eleições regionais na Saxónia-Anhalt com 43,8% dos votos, quase o triplo da votação na União Democrata-Cristã (CDU), o segundo partido mais votado, no poder desde 2002, com menos de metade dos 37% obtido há cinco anos.
É a primeira vitória eleitoral da extrema direita na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial, e o soar do alarme na Alemanha. As condições para o sucesso da extrema direita na Alemanha não são diferentes das nos restantes países: custos da transição energética, perda populacional, desconfiança em relação às elites. Os eleitores também não: jovens, trabalhadores ultrapassados pelas novas dinâmicas económicas, e baixa escolaridade.
A geração que viveu o drama nazi desapareceu. E a memória, mesmo a da História, tende a desvanecer-se. Nem que Ulrich Siegmund, o jovem líder da extrema-direita na Saxónia, de 35 anos, considerado pela "Der Spiegel" o homem mais perigoso da Alemanha, aviva essa memória!
Curiosamente a vitória da AfD ocorreu na mesma região onde os nazis participaram pela primeira vez num governo regional, em 1930.
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