Morreu um dos monstros da comunicação em Portugal. Artur Agostinho morreu esta manhã, aos 90 anos!
Homem da rádio, da televisão, do cinema, do teatro e da publicidade, multifacetado como poucos, Artur Agostinho era hoje uma personalidade consensual. Não foi sempre assim, não foi assim nos tempos conturbados da Revolução quando, por ter visto a sua voz associada à do regime deposto, teve que se exilar e continuar vida no Brasil. Por pouco tempo, felizmente!
Acontece assim nas revoluções, em todas as revoluções!
Quando a normalidade regressa tudo regressa. Como Artur Agostinho regressou…para voltar a fazer o que sabia fazer como poucos, com o mesmo profissionalismo! Parecia que os anos não passavam por ele. Afinal passavam…
ResponderEliminarA voz que atravessou gerações, o homem dos sete ofícios, o verdadeiro desportista, competente, da paixão pelo arrebatador Sporting dos "cinco violinos". A suprema ironia: o comunicador nato incomunicável numa cela de Caxias, preso pelos revolucionários que cuspiram nos ideais de Abril a troco da imposição da sua democracia. Fazendo jus ao nome, o Artur, corajoso e autoconfiante, começou uma nova vida aos 50 anos no país irmão, porque o nosso, maldizente, fechou-lhe as portas. Voltaste, rejuvenescido e aclamado até chegar o descanso, nobre Leão, com a certeza e a consciência de que nunca te arrependeste de nada na tua exemplar vida.
Bonita a sua homenagem a este grande "homem dos sete ofícios", Dylan!
EliminarO meu aplauso, também.