segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A GRANDE REFORMA ESTRUTURAL

 


Por Eduardo Louro 


 


Quer-me parecer que já percebe a trave mestra das reformas estruturais que esperavamos que o governo tivesse anuciado no domingo. Pelo que se ouve do governo não restam dúvidas que é a emigração a mãe de todas as reformas!


Ora aí está: manda-se a maioria dos portugueses, em especial os mais jovens, para fora e o país começa a ser outro. Os outros, os que ficam, irão desaparecendo aos poucos, de morte natural ou por suicídio.


E dentro de duas décadas aí está um país novo, sem défice, sem portugueses, sem nada. Sem nada não, porque ainda há a dívida. Mas, aí, completamente limpo de todos os males e livre do seu mais pesado fardo – os portugueses – os credores aceitam o país como dação em pagamento.


 

2 comentários:

  1. Luís Fialho de Almeida22 de dezembro de 2011 às 02:19

    Isto é como o regime de arrendamento, em que os rendeiros, (aqui os portugueses) se endividaram e agora não podem pagar a renda. O senhorio (aqui governo) corre com eles – os mais jovens para emigração, já que os velhos é uma questão de tempo – fica o governo para saldar as contas com a Troika. Mas sem governados não é preciso governo e então este pode ir a banhos para a Praia dos Tomates, agora sem tomates, cultura que também de lá saiu há muito tempo.

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    1. É uma ORDEM DE DESPEJO que passa por uma questão de TOMATES. Que já não há, é verdade. Ninguém os tem!

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