Por Eduardo Louro
Quer-me parecer que já percebe a trave mestra das reformas estruturais que esperavamos que o governo tivesse anuciado no domingo. Pelo que se ouve do governo não restam dúvidas que é a emigração a mãe de todas as reformas!
Ora aí está: manda-se a maioria dos portugueses, em especial os mais jovens, para fora e o país começa a ser outro. Os outros, os que ficam, irão desaparecendo aos poucos, de morte natural ou por suicídio.
E dentro de duas décadas aí está um país novo, sem défice, sem portugueses, sem nada. Sem nada não, porque ainda há a dívida. Mas, aí, completamente limpo de todos os males e livre do seu mais pesado fardo – os portugueses – os credores aceitam o país como dação em pagamento.
Isto é como o regime de arrendamento, em que os rendeiros, (aqui os portugueses) se endividaram e agora não podem pagar a renda. O senhorio (aqui governo) corre com eles – os mais jovens para emigração, já que os velhos é uma questão de tempo – fica o governo para saldar as contas com a Troika. Mas sem governados não é preciso governo e então este pode ir a banhos para a Praia dos Tomates, agora sem tomates, cultura que também de lá saiu há muito tempo.
ResponderEliminarÉ uma ORDEM DE DESPEJO que passa por uma questão de TOMATES. Que já não há, é verdade. Ninguém os tem!
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