Por Eduardo Louro
Foi um jogo de sentimentos contraditórios, um jogo de sinais contrários, como que um jogo de espelhos.
O Benfica jogou bem e criou muitas oportunidades de golo. Mas falhou-as sucessivamente, umas atrás das outras, e sabe-se que haverá poucos jogos com metade das oportunidades hoje criadas. O que quer dizer que, com esta taxa de eficácia, não se ganham jogos. E viu-se que não é com Talisca que se marcam golos. E esperar que sejam os defesas adversários a fazê-lo… Bom, foi até Jardel quem mais perto esteve disso…
Jogou bem, e Enzo e Gaitan fizeram a diferença. Mas sabe-se que qualquer deles, ou mesmo ambos, poderão sair até ao fim do mês.
Jogou bem, a equipa mostrou rotinas. Mas também só no prolongamento teve mais que dois jogadores chegados esta época. E lá vem o copo: meio cheio ou meio vazio. Meio vazio porque o Enzo já disse adeus, e o copo fica logo vazio. Meio vazio porque já não houve banco…
Meio cheio para os militantes do optimismo, porque só falta a finalização... E como vem aí o tal avançado...
Mas também o próprio jogo foi todo ele feito de uma coisa e do seu contrário. O Benfica só atacou, mas não conseguia marcar, e o Rio Ave, que só defendeu, não podia. O inevitável prolongamento parecia ser mais penalizante para a equipa de Vila do Conde, que jogara a pré-eliminatória para a Liga Europa na passada quinta-feira, quando o Benfica tinha feito o último jogo há uma semana. Mas também poderia ser ao contrário: o Rio Ave está muito mais adiantado na preparação, e no Benfica três jogadores chave – a dupla de centrais e Enzo – jogaram pela primeira vez nesta época. E foram mesmo os jogadores do Benfica que mais acusaram o esforço do prolongamento. Sem golos, evidentemente. Porque o Benfica continuou a falhar e porque o Jardel falhou o auto-golo.
Chegaram os penaltis, e aí o favoritismo ia todo direitinho para o Rio Ave. De um lado estava um guarda-redes moralizado, que tinha defendido tudo, e ainda sem sofrer um único golo nos três jogos oficiais. Do outro estava o super causticado Artur, um dos réus da pré-época e inclusivamente posto de fora por toda a imprensa da especialidade.
E foi precisamente o Artur a resolver, defendendo não um, não dois, mas três penaltis…
No meio disto tudo, se calhar o menos importante é que a supertaça tenha voltado às vitrinas do museu do Benfica. Sempre me pareceu que a supertaça não tinha grande importância. O que importa é o que ela diz, o que em cada momento simboliza… Se calhar é por isso que logo se fez em cacos!
Mesmo a ganhar ainda se arranja problemas...! Calma o povo é sereno. Um abraço.
ResponderEliminarA taça partiu-se, mas isso não é problema. Arranjaram logo outra...
EliminarUm abraço, André. E nada de apertar muito... esta semana é de férias!
Azia cura-se com reenie ou kompensam para casos mais graves como aquele que demonstra.
ResponderEliminarEstá enganado no diagnóstico. Por isso nunca poderia acertar na cura!
EliminarMas que grande a precupação deste bloguer em relação ao Benfica, deve ser mesmo Benfiquista......
ResponderEliminarum não assunto....será que todos pensavam que o Benfica estava condenado a descer de divisão???? ainda não é desta, escusam de ficar descansados, ainda há muita relva pra comer, qualquer clube é superior aos seus jogadores, quando saírem esses outros irão deixar a pele em campo pra fazer o seu melhor e isso é o que qualquer adepto quer e exige, tudo o resto são contingências de ter bons jogadores ou seja, acabam por ser cobiçados por gente de maior poder económico...
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