domingo, 3 de agosto de 2014

E passou a haver outras coisas para contar... (I)

Por Eduardo Louro


 


Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal, acabou por confirmar aquilo que se sabia e que aqui fora dado conta ontem. Nada de novo, tudo como se vinha sabendo, apenas com a precisão em 4,9 mil milhões de euros do fundo de capital que o Estado põe à disposição do Novo Banco – espero que ao menos lhe arranjem um novo nome!


O que desde logo levanta uma primeira – e bem grave – questão de sigilo. É agora público e notório que houve muita gente que teve acesso a esta decisão muito antes de ser tornada pública. É agora público e notório que houve quem dela fez uso, em nítido crime de inside trading.


Disso nos apercebemos quando o Banco de Portugal tomou na passada quinta-feira, último dia de Agosto, decisões – impedimentos de órgãos sociais e de fiscalização externa que, em boa verdade, só caberiam na decisão hoje anunciada – que prenunciavam o esvaziamento do capital do BES, na realidade o anúncio da sua falência.


Assim se percebe o súbito aumento do volume de vendas de acções do BES no fecho do mercado, na última meia-hora, da última sexta-feira, que levou à queda vertiginosa, num ápice de mais de 40%, das cotações. Assim se percebe que, por exemplo, o brasileiro Bradesco tenha desaparecido das listas de accionistas nos últimos dias…


 Por isso, depois de ainda tanto haver para contar, e de, depois, já não haver assim tanto para contar, passem a haver agora outras coisas para contar… É que, depois de tantos crimes na administração do BES, é bem capaz de haver mais uns tantos na supervisão!

6 comentários:

  1. Epá, essa do Bradesco é forte e merece ser aprofundada.......

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  2. Pois! ė tudo uma cavala bem montada. São farinha do mesmo saco. Uns roubaram dizem, e estes o que fizeram? Tirem as conclusőes e vai dar ao mesmo. Em Portugal ė só chuchar na teta. Administradores, Supervisores ė tudo da mesma casta. Uns até são promovidos e vāo para o BCE como prėmio da sua competencia. E quando chegar a vez destes vão receber a grande cruz. Aliás tem sido assim nesta partidocracia podre e doentia.

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  3. O mercado financeiro em Portugal é como uma aldeia: toda a gente se conhece, toda a gente sopra dicas aos amigos. Inside trading é coisa de mercados a sério.

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  4. mais uma vez vai ter que ser o zé a pagar as extravagancias por um bando de banqueiros
    mafiosos iluminados que ainda estão com as nacionalizações de 25 de Abril de 1974
    atravessada na garganta e lhes esta a ser difícil de digerir porque os sais de fruta para
    lhes tirar a azia agora só com o 606 forte mas o produto original bem concentrado,
    facão o eles fizeram estes tipos na lhes vai acontecer nem a penhora de bem nada
    mas e de lamentar por parte da justiçá de não estarem numa prisão a aguardar por
    instauração de um processo judicial e de não estarem a passar ferias a grande e a
    francesa como se nada se tivesse passado,só neste pais já não me espanta estão feitos
    com algumas das classes politicas tais como (PSD-PPD,CDS,PS) mais eles sabem aonde
    esta o dinheiro guardado e podiam resgata lo mas não lhes convém porque assim
    também recebem uma fatia do bolo,os portugueses tem que ser mais participativos
    e não se podem resignar se eu mandasse dava lhes a eles todos 7 palmos de terra .

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  5. E estao voces todos contentes parace que descubrirao a polvora, isto passa se a ANOS basta ver as LUXUOSAS dependencias bancarias em Portugal e os milionarios contractos de arrendamento ...

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