quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Coisas intragáveis

Por Eduardo Louro


 


 


Segundo revela hoje o jornal i os administradores da PT receberam entre, salários e prémios anuais, 12,1 milhões de euros, o máximo dos últimos seis anos. Nos últimos dez anos os gestores da operadora, que agora, eventualmente para pagamento de favores pessoais, destruíram os 900 milhões de euros – mais de um terço do valor da empresa – no GES, encaixaram um total de 112,74 milhões de euros, o que dá uma média anual superior a 11 milhões.


Isto quando, segundo o mesmo jornal, a empresa sofreu uma desvalorização acumulada de 78%. E quando os custos com pessoal, nos últimos 8 anos, caíram 21%. Mas não foi só porque a empresa extinguiu 1300 postos de trabalho, o custo médio dos encargos anuais com pessoal baixou 38,5 mil euros para 30,4 mil euros por trabalhador.


Que dizer, a empresa perde valor, mas os administradores não têm nada a ver com isso, ganham cada vez mais. Quem perde são os accionistas e os trabalhadores. Conforme realça o jornal, um funcionário com um vencimento médio da PT necessitará de 30 anos para ganhar o que um administrador da empresa recebe num só ano. 


Bem sabemos que, no tema, é fácil resvalar para o populismo. Mas também sabemos como se constroem as teias destes súper gestores, premiados all over the world, com carta branca para tudo, até para fazerem o que está hoje à vista que impunemente fizeram!


Na PT, na EDP, na banca... É também por estas coisas que se vê no que isto foi dar…

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