Por Eduardo Louro
Há pouco tempo atrás a selecção da Albânia, treinada por um italiano, chegava a Portugal e colocava dez jogadores à frente do guarda-redes, ali bem dentro da grande área. E até podia nem perder, como sucedeu uma vez, há seis anos, no apuramento para o mundial da África do Sul, quando logrou sair com um empate de Braga. Hoje, a mesma selecção da Albânia - a mais fraca do grupo de apuramento e das mais fracas da Europa -, treinada por um italiano, chega a Portugal e joga no campo todo, disputa o jogo em cada palmo de terreno, e discute cada factor do jogo, incluindo a posse de bola...
Não interessa o resultado, nem vem para o caso o que, assim, a Albânia levou do jogo. Interessa apenas dizer que isto mostra claramente que a selecção nacional não tem jogadores, não tem treinador e não tem futebol, e que isso deixou de ser um segredo bem guardado!
Hoje é público e notório, sabe-se em todo o lado, até na Albânia, que, independentemente dos jogadores que há ou não há, com ou sem Cristiano Ronaldo, a selecção nacional bateu no fundo, deitou fora todo o prestígio acumulado nas duas últimas décadas e não impõe respeito a ninguém. Parece-me que isso, mesmo que não tenha percebido que a equipa não jogou nada, até o teimoso Paulo Bento percebeu...
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