quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O défice que não conta para nada

Por Eduardo Louro


 


 


Antes de rumar a Bruxelas para a reunião do Conselho Europeu – que voltou a aplicar, agora para os refugiados, a única receita que a Europa conhece: mandar dinheiro para cima dos problemas, fingindo com isso resolvê-los – Passos Coelho que, já no início da semana da semana, com aquela sua enorme facilidade de deixar fugir a boca para a mentira, trocava o pagamento de obrigações do tesouro de dez anos com a antecipação de pagamentos ao FMI, veio dizer-nos que essa coisa do défice não conta para nada. O défice do ano passado fica nos 7,2%, mas isso é um simples episódio estatístico, garantiu sem pingo de vergonha.


Quer dizer, e como salienta o Pedro Santos Guerreiro, “… andamos há anos a penar, a pagar e a minguar pelo défice orçamental…”. Por ele passamos pelo aumento colossal de impostos e de lá nunca mais saímos. Por ele cortaram despesa na Saúde, na Educação, na Cultura. Cortaram salários. Cortaram pensões. E cortaram tudo o que era prestação social... Mas depois, e afinal de contas, o défice é passado, é só contabilidade, coisa de estatística e nada mais. Que para nada releva e que não tem importância nenhuma…


E é um primeiro-ministro destes que vai ser reeleito?


Não acredito. Sinceramente que não!


Mesmo que o challenger continue sem acertar o passo, e a fazer (quase) tudo ao contrário… Foi mais uma vez o Bloco de Esquerda, e Catarina Martins, a mostrar como se faz: “ a campanha eleitoral da direita morreu hoje”. Assim, simples e directo!


O que fez António Costa? Dirigiu-se a Portas, e falou dos défices dos governos do PS. Era possível fazer pior? Tenho dúvidas…

4 comentários:

  1. Eu tambem não quero acreditar que o pinóquio vai ser reeleito, mas as sondagens....não sei não se calhar vamos mesmo ter mais 4 anos do mesmo

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    Respostas
    1. O José era um político
      Com um nariz engraçado
      Que por ordem d’um Juiz
      Acabou engavetado

      O José tinha um amigo
      A quem correu bem a vida
      Comprava-lhe apartamentos
      Livros, carros e comida.

      Vivia modestamente
      Com os frutos do seu labor
      Vestia discretamente:
      Prada, Chanel e D’ior

      Quis fazer um aeroporto
      Em terras da fundação
      Do seu amigo Soares:
      O que o foi ver à prisão

      A gerir o orçamento
      Teve o máximo cuidado:
      O aeroporto de Beja
      É o mais movimentado

      Fez escolas em Portugal,
      Até deu computadores,
      Era pois fundamental
      Avaliar professores

      Fez estradas, túneis e pontes,
      Só faltou o TGV,
      Criou amigos aos montes
      À conta das PPP

      E em todos os concursos,
      Coincidência feliz:
      Nada sobrava p’ros ursos,
      Só MotaEngil e a do Liz

      Convocou uma cimeira
      Para unir todos os povos,
      E mostrar a todo o mundo
      Que temos amigos novos

      Grandes líderes mundiais
      Todos vieram aqui:
      Apoios incondicionais,
      Do Chavez e do Kadafii

      Comprou milhões de vacinas
      Foi um líder prevenido
      Arranjaram-lhe um emprego;
      Agora foi despedido.

      Seguindo desta maneira
      E se não mudar a sorte,
      Vai para a Cova da Beira
      Ou consultor, no Freeport.

      Contrariou com lisura
      Tudo o que p’aí se diz
      Da sua Licenciatura,
      E foi estudar para Paris

      Regressou pois doutorado
      Como um cidadão comum
      E foi logo convidado
      Para ir à RTP 1.

      Foi comentador escolhido
      Pela sua eloquência
      Agora foi despedido:
      Subiu logo a audiência.

      De ruim e vil maneira
      O juiz, esse vilão:
      Mandou prendê-lo, o Teixeira,
      Saindo do avião

      Mas a saga continua
      Por cá toda a gente aposta
      Que o José só vem p’ra rua
      Quando elegerem o Costa

      No fim achamos por bem
      E em nome da decência:
      José faz lembrar alguém?…
      -É pura coincidência!

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  2. Pois é...os bois (e os boys) Xuxas andam mesmo muito inquietos!... Estão a ver que o goês ainda vai ter um resultado pior que o Antº José Seguro! (que é quem se deve estar a rir que nem um perdido...) :-) Coitado do Seguro ainda hoje não sabe como foi apunhalado covardemente pelas COSTAs. LOL.
    António Bosta (perdão, Costa!) = Zero absoluto! Nulidade total, vazio confrangedor!!...

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  3. A esquerda anda toda nervosa. Não é só o PS que está nervoso.
    Tempos difíceis para esta gente que enterrou o país sob a batuta do “coveiro-mor”, também conhecido pelo 33.

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