Por Eduardo Louro
Antes de rumar a Bruxelas para a reunião do Conselho Europeu – que voltou a aplicar, agora para os refugiados, a única receita que a Europa conhece: mandar dinheiro para cima dos problemas, fingindo com isso resolvê-los – Passos Coelho que, já no início da semana da semana, com aquela sua enorme facilidade de deixar fugir a boca para a mentira, trocava o pagamento de obrigações do tesouro de dez anos com a antecipação de pagamentos ao FMI, veio dizer-nos que essa coisa do défice não conta para nada. O défice do ano passado fica nos 7,2%, mas isso é um simples episódio estatístico, garantiu sem pingo de vergonha.
Quer dizer, e como salienta o Pedro Santos Guerreiro, “… andamos há anos a penar, a pagar e a minguar pelo défice orçamental…”. Por ele passamos pelo aumento colossal de impostos e de lá nunca mais saímos. Por ele cortaram despesa na Saúde, na Educação, na Cultura. Cortaram salários. Cortaram pensões. E cortaram tudo o que era prestação social... Mas depois, e afinal de contas, o défice é passado, é só contabilidade, coisa de estatística e nada mais. Que para nada releva e que não tem importância nenhuma…
E é um primeiro-ministro destes que vai ser reeleito?
Não acredito. Sinceramente que não!
Mesmo que o challenger continue sem acertar o passo, e a fazer (quase) tudo ao contrário… Foi mais uma vez o Bloco de Esquerda, e Catarina Martins, a mostrar como se faz: “ a campanha eleitoral da direita morreu hoje”. Assim, simples e directo!
O que fez António Costa? Dirigiu-se a Portas, e falou dos défices dos governos do PS. Era possível fazer pior? Tenho dúvidas…
Eu tambem não quero acreditar que o pinóquio vai ser reeleito, mas as sondagens....não sei não se calhar vamos mesmo ter mais 4 anos do mesmo
ResponderEliminarO José era um político
EliminarCom um nariz engraçado
Que por ordem d’um Juiz
Acabou engavetado
O José tinha um amigo
A quem correu bem a vida
Comprava-lhe apartamentos
Livros, carros e comida.
Vivia modestamente
Com os frutos do seu labor
Vestia discretamente:
Prada, Chanel e D’ior
Quis fazer um aeroporto
Em terras da fundação
Do seu amigo Soares:
O que o foi ver à prisão
A gerir o orçamento
Teve o máximo cuidado:
O aeroporto de Beja
É o mais movimentado
Fez escolas em Portugal,
Até deu computadores,
Era pois fundamental
Avaliar professores
Fez estradas, túneis e pontes,
Só faltou o TGV,
Criou amigos aos montes
À conta das PPP
E em todos os concursos,
Coincidência feliz:
Nada sobrava p’ros ursos,
Só MotaEngil e a do Liz
Convocou uma cimeira
Para unir todos os povos,
E mostrar a todo o mundo
Que temos amigos novos
Grandes líderes mundiais
Todos vieram aqui:
Apoios incondicionais,
Do Chavez e do Kadafii
Comprou milhões de vacinas
Foi um líder prevenido
Arranjaram-lhe um emprego;
Agora foi despedido.
Seguindo desta maneira
E se não mudar a sorte,
Vai para a Cova da Beira
Ou consultor, no Freeport.
Contrariou com lisura
Tudo o que p’aí se diz
Da sua Licenciatura,
E foi estudar para Paris
Regressou pois doutorado
Como um cidadão comum
E foi logo convidado
Para ir à RTP 1.
Foi comentador escolhido
Pela sua eloquência
Agora foi despedido:
Subiu logo a audiência.
De ruim e vil maneira
O juiz, esse vilão:
Mandou prendê-lo, o Teixeira,
Saindo do avião
Mas a saga continua
Por cá toda a gente aposta
Que o José só vem p’ra rua
Quando elegerem o Costa
No fim achamos por bem
E em nome da decência:
José faz lembrar alguém?…
-É pura coincidência!
Pois é...os bois (e os boys) Xuxas andam mesmo muito inquietos!... Estão a ver que o goês ainda vai ter um resultado pior que o Antº José Seguro! (que é quem se deve estar a rir que nem um perdido...) :-) Coitado do Seguro ainda hoje não sabe como foi apunhalado covardemente pelas COSTAs. LOL.
ResponderEliminarAntónio Bosta (perdão, Costa!) = Zero absoluto! Nulidade total, vazio confrangedor!!...
A esquerda anda toda nervosa. Não é só o PS que está nervoso.
ResponderEliminarTempos difíceis para esta gente que enterrou o país sob a batuta do “coveiro-mor”, também conhecido pelo 33.