Não começaram nada bem as coisas em Setúbal, onde o Benfica se apresentou hoje pela primeira vez na condição de líder. Logo no aquecimento, ainda antes do início do jogo, Jonas lesionou-se e teve de ficar de fora. Era a primeira grande contariedade para mais esta "final". Depois, o árbitro apitou para o iníco da partida, e o Vitória marcou. Primeiro ataque, primeiro remate, e golo!
A equipa do Benfica acusou a pressão de tanta contrariedade, e revelou dificuldade em soltar o seu futebol. Demorou a reagir à adversidade, e passou toda a primeira metade da primeira parte agarrada a um futebol engasgado, que não dava se não para acrescentar tranquilidade e confiança aos jogadores do Vitória. À dobragem dessa primeira metade, as coisas mudaram, e o Benfica, sem nunca atingir a exuberância que tem vindo a revelar, começou a melhorar, e as oportunidades de golo a aparecerem. À terceira, ao minuto 28, surgia o empate, com o golo de Jimenez depois de um bom cruzamento de Rafa.
O Benfica dominava o jogo por completo, mas no último passe, no cruzamento final, aparecia sempre mais um pé, uma perna ou uma cabeça setubalense. Quando isso não sucedia, as ocasiões eram desperdiçadas. A bola ou saía ao lado, ou era defendida pelo guarda-redes.
A entrada na segunda parte indicava que o jogo se manteria nesse registo, com o Benfica a dominar sem ser nem exuberante nem eficaz. Mas depressa tudo mudou, e cedo se foi percebendo que a equipa se ia desligando do jogo, enquanto o Setúbal ia crescendo.
Para isso muito contribuiu a desastrada decisão de Rui Vitória de trocar Rafa por Seferovic. Percebe-se que tem o chip, mas uma coisa é ter Jonas lá dentro e juntar-lhe Jimenez; outra é o mexicano já lá estar, e no banco estar sentado o Seferovic.
O problema não era pôr gente na área sadina. Era pôr lá a bola. E não era Seferovic que a levaria até lá. Não fazia isso nem qualquer outra coisa. E o futebol do Benfica caiu para níveis verdadeiramente inaceitáveis. É certo que desfrutou de duas boas oportunidades de golo. E teve um golo mal anulado, por fora de jogo (Jardel) inexistente, sem que se percebesse a decisão do VAR, na únca jogada bem conseguida na segunda parte. Mas o que se sentia era que o Benfica não iria ganhar o jogo, e que poderia mesmo vir a perdê-lo.
Falhado o futebol, o Benfica recorreu ao coração. E passou ao pontapé para frente, para pôr a bola na área de qualquer maneira, à espera da sorte. E a sorte apareceu num penalti sobre Salvio, no segundo dos 5 minutos de compensação. Que Jimenez converteu, bisando e dando ao Benfica, nesta época, a primeira vitória que a equipa não mereceu. Hoje houve estrelinha, nem sempre a sorte está de costas voltadas.
Com esta vitória o Benfica segura o primeiro lugar. Vai passar a segunda semana na liderança e é nessa posição que vai agora receber o Porto, no jogo do título. Quem o ganhar será campeão!
Claro que o Benfica terá que jogar mais do que fez hoje. Sabe-se que há sempre jogos assim, e que estes jogos nunca têm nada a ver com os grandes e decisivos clássicos. Mas também se vê que a qualidade de jogo, que vinha sendo altíssima, tem a vindo a cair nos dois últimos jogos. E isso não é bom...
Tenhamos confiança nas "papoilas saltitantes ". Viva o Benfica!
ResponderEliminarManuela
VIVA!
EliminarPor acaso, até acho que foi fora de jogo (no golo do Jardel).
ResponderEliminarConcordo, Benfica teve muita sorte. Se não fosse aquela asneira do Setúbal, ao causar o penalti que permitiu a vitória, seria uma chatice. Felizmente, não pude ver o jogo na tv ao vivi, que o nervoso iria ser muito!
Ganhar ao FCP é, de qualquer maneira, fundamental para o objetivo. A bem dizer, esse é os outros!
Disseste bem, é de qualquer maneira, assim como em Setúbal.Não sei porquê mas por vezes sai-vos a palavra correta da boca. Verdade desportiva só a uma.
EliminarDizer que o golo de Jardel foi mal anulado quando é visível que está fora-de-jogo e não dizer nem uma palavra sobre a polémica à volta da marcação de um penalti inexistente, é clubite a mais.
ResponderEliminarTodos os adeptos gostam que o seu clube ganhe, quer seja ajudado ou com justiça,
Não reconhecer quando o seu próprio clube é ajudado, já acho demasiada desonestidade junta.
Está a pisar o risco Makiavel. "Desonestidade" - não aceito!
EliminarSou benfiquista, eventualmente sectário como é regra de toda a filiação clubista. Escrevo nessa condição, como deixei claro e assumido desde sempre - está na declaração de arranque deste blogue -, e limito-me a expressar impressões, emoções e sentimentos. Toda a gente tem o direito de não gostar nem da forma nem da substância do que escrevo, e de o expressar aqui. O Makiavel não é um pssageiro anónimo e ocasional que passe por aqui a deixar umas "bacoradas". A esses nem ligo. É um leitor e um comentador habitual de todos os textos e não apenas dos de futebol, e por isso me importa. E por isso não lhe aceito a qualificação de "desonestidade".
Já agora, e nem é que isso importe, se for ver bem as imagens e não se ficar pelas que lhe querem mostrar, poderá confirmar que o Jardel não está fora de jogo. E se for ver bem e com atenção, concluirá que o penalti apenas é discutível para quem tudo o que seja decidido a favor do Benfica é mal decidido.
Outra coisa é que o Benfica tenha jogado mal, tenha tido sorte e, mesmo tendo criado mais do dobro das ocasiões de golo do adversário, não teria merecido ganhar. E tudo isso está claramente escrito no texto!
1. Se for ver bem as imagens do golo anulado, verá que Jardel ESTÁ fora-de-jogo. Se não conhece as leis sobre o fora-de-jogo, aconselho-o a ir lê-las.
Eliminar2. Se for ver bem as imagens do lance que dá origem à grande penalidade (mas vê-las sem as pálas ou os óculos de adepto acrítico) verá que Salvio (acho que é esse o jogador) se atira para o chão dois ou três passos após sentir a mão do defesa do Setúbal no ombro. Qualquer conhecimento de leis da física lhe dirá que um puxão por trás (e estou a ser generoso ao classificar aquilo de "puxão") não provoca uma queda para a frente.
3. A filiação clubística não é necessariamente sectária, como pretende fazer crer. É isso que diferencia os adeptos honestos e desonestos intelectualmente. Uma análise que tenha por base um qualquer sectarismo é, intrinsecamente, desonesta. QED.
4. Finalmente lhe direi que está à vontade para decidir sobre a possibilidade de eu continuar a comentar no seu blog. O sectarismo, clubístico neste caso, o aconselhará a tomar uma decisão.
Pensava que toda a gente sabia que o fora de jogo é determinado pela posição dos pés. No dérbi de Madrid, esta tarde, ninguém diria que no golo do Atlético havia fora de jogo. E no entanto, havia. Há uma imagem idêntica no jogo do Benfica que mostra os pés do Jardel. E estão atrás!
EliminarEu não tenho nada a decidir se você comenta ou não. Isso é apenas consigo. Tem tida a liberdade de o fazer ou não, eu nunca bloqueio ninguém. Eu apenas decido sobre o que entendo que merece resposta.
Pensava mal.
EliminarNo sítio da FPF:
"Um jogador encontra-se em posição de fora de jogo se:
• estiver mais perto da linha de baliza adversária do que a bola e o penúltimo adversário"
Não fala em pés nem em nenhuma parte do corpo, fala em estar mais perto.
Eu também pensava que toda a gente sabia que o fora-de-jogo era determinado pela posição de qualquer parte do corpo que possa legalmente marcar o golo. Mas enganei-me. Há quem adapte a interpretação desta lei às circunstâncias de ser a favor ou contra o seu clube de preferência. Desonestidades...
O Makiavel ainda nao curou a azia. E ver os penalties que eram constantemente pedidos pelo André Silva e outros pelo Bas Dost e sobre honestidade ficamos conversados.
EliminarCaríssimo Carlos Manuel Rodrigues,
EliminarSe se está a referir à minha suposta desonestidade por não comentar os constantes pedidos de penalti por parte de André Silva e Bas Dost, terá de mencionar onde é que isso aconteceu. Caso contrário, o seu post é apenas um processo de intenções.
A desonestidade que eu aponto, e que o senhor enfia a carapuça a preceito, diz respeito a este caso concreto: um lance, no mínimo, polémico que nem sequer é abordado na crónica. E digo, no mínimo, porque tendo em conta a analogia que faz com os pedidos de André Silva e Bas Dost, penso ter-se tratado de um belo exercício de mergulho para a piscina.
A desonestidade continua do seu lado ao classificar diferentemente lances idênticos. No caso do Benfica, para si foi penalti, nos exemplos que dá, já não.
Veio à lã e saiu tosquiado.
Em matéria de azias, não sofro desse mal.
A mim só me apetece dizer,como o outro, "barda*****"pra quem não for do Benfica. E o Makiavel que deixe as suas teorias "políticas" para outros assuntos.
ResponderEliminarEU SOU BENFICA! VIVA!
Manuela