Foi figura central do PREC. Pode hoje parecer estranho que um embaixador de um país estrangeiro possa tornar-se central e determinante num processo político, mas é fundamentalmente disso, de coisas que hoje parecem estranhas, que se fez o PREC.
Frank Carlucci, um peso pesado da máquina diplomática americana e um especialista em revoluções, chegou a Portugal a 18 de Janeiro de 1975, em plena aceleração do PREC e no apogeu da guerra fria, com o expresso mandato de Henry Kissinger para «deter o avanço dos comunistas e preservar a integridade da NATO». Foi, por isso, o agente da CIA que o imperialismo americano destacou para destruir a revolução em Portugal; ou a ajuda de um país amigo que salvou Portugal do comunismo, garantindo-lhe um rumo de liberdade e democracia.
Ficou até 1978, quando os americanos já podiam dormir descansados com o que se passava nesta pequena faixa ocidental da Europa. Mas voltou sempre, nunca mais se desligou de Portugal. Voltou para negócios, que nem sempre correram bem, e voltou para ser condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique, em 2004. Santana Lopes não teve tempo para muita coisa, mas ainda lhe chegou para isso...
Já em 1975 Portugal estava de rabinho voltado para o imperialismo americano em vez de optar pela neutralidade como outras nações europeias fizeram. Triste.
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