segunda-feira, 18 de junho de 2018

O dedo

Resultado de imagem para o dedo na ferida


 


Os incêndios do ano passado continuam a chamuscar António Costa. Ele bem se esforça por se desviar, passar ao lado, não olhar para não ser visto. Mas ninguém o deixa, e ninguém baixa o dedo sempre espetado na sua direcção. 


O primeiro aniversário da primeira série dos trágicos incêndios de 2017 deixou isso bem claro. Marcelo, Associação das Vítimas e imprensa não esquecem, nem permitem que se esqueça, que é ali que mais tem de doer a António Costa. E não se limitam a usar o dedo apenas para a pontar, pôem-no na ferida, espetam-no lá bem dentro...


Por muito especialista que seja - e é -  a fazer-se desentendido, a assobiar para o lado, desta, nunca António Costa se irá ver livre.


 

4 comentários:

  1. Resppnsabilizei, responsabilizo ainda, todos os executivos desde 1990 pelo desinvestimento feito nas florestas e pelo substancial contributo para a desertificação do interior - e a leste de Leiria já é interior.

    Mas Costa é o primeiro responsável pela inoperacionalidade e pela incompetência das operações do ano passado. A cada dia que passa a sua responsabilidade aumenta na proporção inversa às medidas preventivas e de alerta desenvolvidas.

    Se há motivo que justifique o apoio às rádios locais é exactamente o poderem ser parceiros activos na protecção civil. Alguma coisa foi feita nesse sentido, ou continua-se a depender de brigadas para promover desvios nas estradas?
    E os bombeiros, continuam a depender de um comando distrital para se mexerem nos terrenos que melhor conhecem, ou já definiram que no teatro de operações a orientação dos trabalhos passa pela auscultação destes?
    E o MAI e o MD, já protocolaram o que tinham que protocolar?
    A resposta a estas e outras perguntas serão a exacta medida da capacidade de António Costa fazer o luto connosco. A alternativa é queimar a sua vida política.

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    1. Não há dúvida, Sarin,está-lhe colado à pele. É como aquele cheiro de que não nos conseguimos livrar, por mais que se lave. ou por mais perfume que se espalhe.

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    2. Teve um ano para se penitenciar.

      Não poderá descer ao Hades e trazer quem lá está (e não o digo por achar que lhe seria fácil voltar sem olhar para trás; acredito que lhe doam como a nós). Mas pôde, durante este ano, convocar os deuses e distribuir trabalhos. Só vi passar Mercúrio, aos outros não senti o bafo...
      Veremos.

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  2. É preciso não esquecer que toda a região afetada pelos incêndios é, tradicionalmente, uma região onde se vota maioritariamente PSD.....
    E por falar em casas, o que me dizem da atual Lei das Rendas que está a condenar milhares de inquilinos a tornarem-se em novos sem-abrigo? Como é possível não dar atenção a este assunto?
    Manuela

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