É mais ou menos do domínio público que nos resultados do referendo que ditaram o Brexit foi grande a influência das fake news. É conhecido que Donald Trump foi eleito através de uma campanha toda ela assente em fake news. E que na campanha que está a levar Bolsonaro à presidência do Brasil, as fake news terão provavelmente atingido dimensão e consequências nunca antes alcançadas. É de tal forma que o candidato não precisa de apresentar uma única ideia sobre um único tema, que na verdade não tem, e recusa-se a participar em qualquer debate, na assunção óbvia que o que quer diga só atrapalha o "bom trabalho" da campanha negra levada a cabo nas redes socais.
Chegaram até notícias, através de uma reportagem de uma reputada jornalista da Folha de S. Paulo - Patrícia Campos Mello - que um grupo de empressários teria investido mais umas dezenas de milhões de reais para um novo e deciso ataque de fake news para esta última semana, antes das eleições do próximo domingo. Chegaram também notícias de queixa ao Supremo Tribunal, que poderia afastar Bolsonaro da votação de domingo, porquanto a compra desses serviços configura uma doação não declarada para a campanha, o que é de todo ilegal no Brasil.
Por cá, há muito que chocamos com fake news por todo o lado. Especialmente, claro está, naquele que é o seu habitat natural, nos esgotos das redes sociais, que nem ratos, onde é surpreendente a forma como se multiplicam através de milhares de partilhas e comentários. Muitas vezes acabamos surpreendidos ao encontrarmos nessas partilhas e nesses comentários gente que nunca julgaríamos possível ver entrar naquele barco. Mas, é a vida...
O Diário de Notícias foi investigar donde vêm as fake news nacionais, e publicou ontem um trabalho notável. Ficamos por exemplo a saber que vêm do Canadá, e que, muitas vezes, uma mesma notícia serve para vários destinos, alterando-lhe apenas os nomes e as fotografias.
Mas alguém no seu perfeito juízo acredita que a Catarina Martins tem um relógio avaliado em 21 milhões de euros? Há níveis de estupidez que ultrapassam todos os limites.
ResponderEliminarE o que raio é que um apoiante de Trump e Bolsonaro faz no Canadá? Que seja coerente e emigre para o Brasil ou para os EUA.
Espero que seja aberto um processo de difamação contra esse ser e que Portugal peça a sua extradição e que os canadianos revejam que tipo de portugueses deixam entrar no seu país.
O site onde as fake news são alojadas fica no Canadá. O apoiante de Trump e Bolsonaro vive em Santo Tirso e gere uma empresa chamada Forsaken.
EliminarEstá tudo na investigação do DN.
A mentira sobre o relógio de Catarina Martins é de tal modo estúpida que inventa um relógio com o valor de 21 milhões de euros!!!! Nem o príncipe-herdeiro da Arábia Saudita (nem ninguém no mundo) teria um relógio com esse valor. Simplesmente não existe.
A pessoa é um grande empresário do norte de Portugal e que ficou conhecido em 2015 por ter organizado mais de 700 almoços e jantares, em muitos locais entre Coimbra e Bragança, de apoio à coligação PàF. Segundo números falados na altura, o dito empresário investiu mais de meio milhão de euros nesses eventos durante 5 semanas, com a presença de centenas de membros do PSD e CDS, sendo que o próprio TC perguntou porque é que a presença de Paulo Portas em 29 jantares-comício na região norte, não tinham qualquer custo para os partidos da coligação.
EliminarAgora, o mesmo empresário, que é um dos membros que opera com o meio de comunicação Observador, criou 20 e tal sites noticiosos, onde copia notícias de outros lados, introduzindo aquelas barbaridades (como é o "Ministro Mário Centeno ter 6 iates em Albufeira"). Mas, há milhares de pessoas, principalmente da região norte, que são fiéis seguidoras daqueles sites...
Por cá temos a jornalista Ana Leal da TVI que já foi apanhada mais do que uma vez a mentir nas suas reportagens e ainda continua com carteira profissional !!
ResponderEliminarA noticia da Catarina é só estupida mais nada, agora com o Brexit e com o Trampa este metodo já fez "mossa"
ResponderEliminarFalta o mais importante:
ResponderEliminarPor cá, há muito que os media praticam a censura e conseguem enganar muitos que ainda acreditam no Pai Natal!
As 'fake news' ainda as vemos, já a censura não e por isso é muito mais fácil de praticar. Por isso os que praticam a censura às escondidas são mesmo valentes pessoas. É algo muito, mas mesmo muito difícil que só está ao alcance de "mentes brilhantes". Isto é que é um trabalho notável! E o pior cego é aquele que não quer ver!
A ser verdade o que está já num comentário, é mais uma. Tudo isto indica que há falta de regulação, é preciso urgentemente por ordem nos media!
Qual o objectivo das fake news? um deles é gerar a mentira e a confusão. Distorcer para que a verdade não seja entendida/alcançada por quem lê.
ResponderEliminarÉ necessário perceber que o Diário de noticias é ele mesmo um "fake news". Em Portugal não assisti ainda a um pedaço de propaganda (vulgo noticias) em que não fosse distorcida a verdade.
ResponderEliminarSe compara um jornal que comete erros (pois os jornalistas são humanos) com escumalha que mente deliberadamente e das formas mais ridículas, então não é muito inteligente.
EliminarMas o próprio Diário de Notícias publica fake news que, depois de desmentidas, dão lugar a uma pequena nota editorial reconhecendo o erro mas à qual ninguém vai prestar atenção, continuando a falsa informação a circular como sendo verdadeira para quem a leu.
ResponderEliminarEntre entrevistas que nunca aconteceram e dados forjados, o DN tem muitos telhados de vidro nesta matéria.
Reconhecem o erro mas não há consequências?
EliminarA situação poderá ser de tal modo grave que já não podemos perguntar quem tem "telhados de vidro", mas quem não tem?
Não há consequências para os jornalistas nem respectivos jornais. Só há consequências para quem é visado nestas falsas notícias e para a opinião pública que raramente vai reparar que a notícia "bombástica" cheia de fontes e testemunhos, acaba de ser desmentida num mea culpa de um par de linhas no fundo duma qualquer página.
EliminarHá muitos erros no DN e no texto
ResponderEliminarAcompanhei diariamente as eleições de 2016 em várias fontes.
As fake news ajudaram muito mais a Hilary
Sem comparação.
Há muitos exemplos
Aliás em rigor nenhuma fake foi inventada para ajudar TRUMP
Ninguém apresenta UM único exemplo
Os media portugueses são AUTENTICAS FAKE NEWS
Em especial as TVs
Censuram diariamente
E escolhem mentiras e embustes nunca comfirmadas
Ou melhor
Inventam fake para justificar fake
Por isso """falham""" nas reportagens análises comentários
Etc
Julgam que a realidade que inventam corresponde à realidade concreta
COITADINHOS
Desaparece daqui! Já toda a gente sabe que és escumalha fascista, ó "Sátiro". Isto aqui não é o Delito de Opinião! Não mereces ser apelidado de humano!
EliminarO empresário já era conhecido das eleições de 2011 (onde ameaçou os 470 funcionários de serem despedidos, sem receber "uma moeda preta", se não votassem no PSD ou no CDS), seguiu-se 2015, onde investiu muito fortemente em patrocinar almoços e jantares de promoção à PàF. Recebeu 28 (VINTE E OITO) visitas de membros do governo, nas suas 4 empresas, até na imobiliária, que faliu em Janeiro de 2016, deixando mais de 100000 de dívidas, recebeu Assunção Cristas (Maio de 2014) para promover as zonas agrárias da região do Porto.
ResponderEliminarMais interessante é que o empresário não se importa de espalhar fake news "se permitir obter votos para que a direita consiga a maioria absoluta, pois é o que Portugal precisa". Portanto, ainda acha que está a trabalhar bem, pois tem quase 8 milhões de seguidores (na soma) das suas redes sociais.
Não é o único. Um amigo de Rui Moreira (presidente da câmara do Porto) também tem 2 grupos no Whatsapp e no Facebook, onde publicam "artigos" sobre membros do governo ou deputados do PS. Foi daí que surgiram as notícias sobre a "censura" ao jornalista angolano na festa do Avante, onde a Bárbara Taborda aproveitou o seu cartão de membro do CDS, para promover o livro e atacar o partido comunista. Por mero acaso, a universidade de Verão do PSD também não aceitou que o dito livro fosse tema de um dos colóquios, nesse caso já não foi censura...