Cansados de uma guerra injusta, e desiludidos com um país sem futuro, os capitães organizaram-se em movimento. Chamaram-lhe Movimento das Forças Armadas, e ouvimos falar dele pela primeira vez nesta madrugada de 25 de Abril, há 45 anos: "Aqui, posto de comando do Movimento das Forças Armadas..."
Começava assim, numa voz grave e bem colocada, cada notícia que nos chegava da revolução na rua, que se enchia de cravos vermelhos, naquela manhã limpa e clara, prenhe de esperança. E aos poucos fomos percebendo que a libertação do país era irreversível, que a velha e tenebrosa ditadura de quase 50 anos caía de podre, e que aquele era um dos dias mais importantes da História de Portugal.
Foi há 45 anos, e muita gente não tem já memória do que era então o país. E do que era um regime totalitário que tudo nos negava. Tudo, é tudo mesmo. Quando se rouba a dignidade a um homem ou a uma mulher rouba-se-lhe tudo.
Hoje, 45 anos depois, faz sentido lembrar isso a quem disso não tem memória. Porque a democracia, a liberdade e o Estado de Direito são factores inegociáveis da dignidade humana.
E não são hoje tão irreversíveis quanto se possa pensar... Antes pelo contrário, como por aí vemos todos os dias!
LEMBRANDO
ResponderEliminarUm dia dado, arregaçado, manipulado e estoirado.
De um ponto de vista prático não passa de uma crédula reposição da beata Santa da Ladeira.
Vão erguer o museu da resistência e liberdade.
Falta saber se também lá vai poisar a resistência à liberdade.
É BOM IR LEMBRANDO
ResponderEliminarQue não deixa de ser sinistramente curioso quando o significado de uma data tida como histórica esteja a ser solenemente celebrado de cátedra por aqueles que mais o adulteraram enxovalharam.
Caro Senhor Eduardo Louro: nunca mais me atrevo a colocar um comentário no seu estimado blogue, de que gosto não só pelo benfiquismo como pelo equilíbrio da opinião. Mas em face da sapiência do seu comentador residente, nunca mais me atrevo. Melhores cumprimentos e viva o 25 de Abril (creio não estar enganado). António, que aparece sem querer como anónimo
ResponderEliminarFerro Rodrigues acaba de anunciar que votará em Marcelo se ele se recandidatar.
ResponderEliminarQue não faça da mesa de voto o penico onde depositou o segredo de justiça.
Há ainda muitos episódios por esclarecer, mas a lavagem de personalidades e motivações é imparável... no dia 26 de Abril de 1974 não havia ninguém que tivesse apoiado o Estado Novo, hoje a maioria silenciosa - que nunca foi nem maioria nem silenciosa - clama que o Estado Novo não era ditadura ou não tinha tortura e polícia política, ignorando os dossiers da PIDE... uma visão à medida do que não sofreram não viram não sentiram e por isso não lembram. "Se não foi comigo, não aconteceu."
ResponderEliminarEscrevamos e ajamos para preservar a liberdade de ter memória, para que a Liberdade não seja uma memória.
Feliz 25 de Abril!
ResponderEliminar"Escrevamos e ajamos para preservar a liberdade de ter memória, para que a Liberdade não seja uma memória."
Abordagem esclarecida para que a nossa liberdade possa abranger todas as memórias, incluindo as mais frescas.
Sobretudo, para que a liberdade que outros usam para manipular factos não afogue a nossa liberdade de pensar de falar de ser.
ResponderEliminarMemórias frescas podem bem ser manipulações de congelador. Prefiro memórias de água clara na fonte.
A "maioria silenciosa" não passa de uma minoria ínfima e barulhenta que tem por hábito poluir caixas de comentários. E a esses eu digo: se gostam do Salazar só há uma forma de irem ter com ele.
ResponderEliminarNunca me ocorreu convidá-los a tal reunião, mas acho que passarei a usar a sua proposta com os mais saudosos :D
ResponderEliminarSilenciosa e só falante no anonimato. Há gostos para tudo.
ResponderEliminarAntónio, não sei quem seja o comentador residente a que se refere, e muito menos dei da sua sapiência. Aqui comenta quem quiser, sem qulaquer condicionamento e apenas por meia dúzia de vezes apaguei comentários. E sempre e apenas por serem ostensivamente intoleráveis.
ResponderEliminarNão vejo por que razão se auto-impede de aqui voltar a comentar. Pela mimha parte a porta está sempre aberta para o receber com todo o gosto.
E viva o 25 de Abril!
Sim, Sarin, que a liberdade nunca seja apenas uma memória.
ResponderEliminarA menina parece uma beata do estado novo. E'uma pena o anacronismo. Mas é o que é e nada mais. Eu lembro-me muito bem desse tempo e por isso é que percebi bem a farsa em que quiseram transformar o 25 de Abril - que só não atingiu os seus objetivos graças ao 25 de Novembro. Deveríamos festejar com cravos ou uma outra flor esta data e não o 25 de Abril. Só insiste nesta treta quem quis substituir a ditadura de direita por uma outra bem pior mas dita de esquerda. Basta estudar ou viver como eu vivi o PREC para perceber o que esses falsos amantes da liberdade queriam.
ResponderEliminarMeta na cabeça duma vez por todas que quem estava contra o 25de Abril só o declarou durante o PREC e não antes - vide as posições de Salgueiro Maia por oposição `as de Otelo.
Deixem-se de tretas: quem é pela liberdade festeja o 25 de novembro e não o 25 de Abril.
Encher a boca de liberdade contra o fascismo e defender o PREC é matar a sede dos famintos de liberdade com fel.
Além de que o 25 de Novembro foi feito pelos mesmos militares(com exceção dos pacóvios rendidos à falsa importância que as elites de extrema esquerda lhes atribuía)que fizeram o 25 de Abril.Como Eanes e Jaime Neves.E políticos como Mário Soares e a para sempre eterna Sophia, juntamente com outros tantos, amantes das liberdades individuais. Doutra forma, neste momento provavelmente ainda estaríamos a festejar tal data à moda do Kremlin Pré Perestroika.
Se ama a liberdade tanto como parece aprofunde os seus conhecimentos lendo Bakunine, sobretudo a icónica: "Revolução social ou Ditadura Militar?"
E é tudo. Obrigado por me aturar.
Não o ou a aturei. Li-o. Porque a liberdade de expressão foi conquistada e é de todos, incluindo dos que vêem a história pela nesga de porta atrás da qual a viveram.
ResponderEliminarNão o tentarei demover da fé com que balbucia o seu credo, especialmente "o 25 de Novembro ter sido feito pelos mesmos que fizeram o 25 de Abril". Acredita nisso, e contra crendices não adiantam factos. Certamente negará a existência do MDLP e do ELP, uns porcos esses comunas que comem crianças ao pequeno almoço e divulgam boatos. E negará à Democracia a múltipla paternidade que teve, exigindo-a apenas para o soba que alguns escolheram como pai absoluto.
Olhe, felicidades.
A sua ignorância é confrangedora . Não admira, atendendendo ao pai ideológico que a adoptou. já há uns meses desmascarei a sua profunda ignorância bem como a do seu guru. O que serviu para gente muito pouco anonima lhe chamar ignorante atrevida. Veja lá a fama que já ganhou. Só lhe falta concorrer à casa dos segredos para atingir as suas medíocres ambições.
ResponderEliminarUm autor que muito prezo disse-me que alguma coisa de bom devemos andar a fazer quando anónimos nos invectivam gratuitamente. Suponho que seja gratuitamente, pois fazem mau negócio se lhe pagam para tal :))
ResponderEliminarInfelizmente, não lhe posso devolver o estilo, não cultivo ódios... e perceberá que não lhe responda - responder significa argumentar, e eu não tenho argumentos para as crendices dos outros. Felicidades.
Não insista. Você é a pessoa mais anónima e mais sinistra que comenta nas redes sociais. Mas se quer que eu deixe de ser anónimo ( e eu sei muito bem porquê), sempre lhe posso dizer o meu nome: Jesus Cristo
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