
Francamente. Não sei se os acontecimentos dos últimos dias na Venezuela foram mais uma machadada no regime de Maduro se a primeira na aventura de Guaidó. Tudo falhou na estratégia do presidente interino e dos seus aliados internacionais. Falharam-lhes os apoios institucionais e falhou-lhe o apoio popular. Ambos pela mesma razão: porque o regime, fazendo dos militares uma das mais privilegiadas elites, continua a tê-los na mão.
E contra os militares, nada a fazer... Nem o povo sai de casa - as imagens dos blindados da polícia sobre as pessoas na rua mostram que a repressão não tem contemplações.
Depois de dois dias de desinformação e contra-informação, e de se concluir que a "Operação Liberdade" de Juan Gaidó acabou por se saldar na libertação de Leopoldo Lopez, percebeu-se que foi Diosdado Cabello, o presidente da Assembleia Constituinte investida por Maduro, e figura maior do narcopoder instalado, quem verdadeiramente ficou a mandar em Caracas. E que esta é uma mudança para ainda pior.
É que, se Maduro poderia facilmente salvar a pele, Diosdado Cabello é alvo de suficientes mandatos de captura internacionais para se barricar na Venezuela até às últimas consequências.
Ainda estou a tentar perceber o que se passa, ao certo: Cabello sempre foi homem de mão de Maduro, e agora ter-lhe-à sucedido na sombra? Penso que Guaidó estaria morto, se assim fosse... Maduro não larga o poder sem ter assegurado uma saída condigna, e penso que é isso que mantém Guaidó livre - os Russos estão na dúvida sobre com quem negociar a cobrança da dívida, embora a esta hora o prato de Maduro esteja bem mais cheio que na Segunda.
ResponderEliminarA minha leitura é que Cabello nunca foi o homem de mão de Maduro, mas o homem que tem Maduro na mão. Maduro bem queria ir à vidinha, mas o outro, que não tem para onde ir, não lho permitiu. Mas não tenho qualquer informação privilegiada, é só a minha leitura dos acontecimentos...
ResponderEliminarEntão, "la pregunta de un millón de millón de millón de bolívares venezolanos": porque está Guaidó solto e livre?
ResponderEliminarA resposta é realmente barata, ao preço desses milhões de milhões de milhões de bolívares, que dá para aí 25 tostões: Porque é menos incómodo livre que preso!
ResponderEliminarÉ o que se arranja, ontem foi mau dia para sacar trocos nos carrinhos dos hipers.
ResponderEliminarNão sei, é uma leitura possível; mas ou será a minha esperança numa solução menos violenta ou consigo mesmo ler cirílico no guião dos próximos dias...
A CAMINHO DA VENEZUELA?
ResponderEliminar"CP volta a permitir atrasos para comboio do PS
A CP voltou a aceitar atrasos na circulação regular para que um comboio fretado pelo PS pudesse circular com prioridade. Objetivo: levar militantes para uma ação de pré-campanha socialista em Aveiro."
Nem precisou de apitar
Dou a palavra ao ex primeiro ministro espanhol Juan Luiz Zapatero. https://oglobo.globo.com/mundo/ex-premier-espanhol-condena-sancoes-venezuela-defende-dialogo-23073096 e acrescento uma informação "tendenciosa" : " Eduardo Leopoldo López Mendoza é um político e economista venezuelano. Ele foi prefeito do município de Chacao de Caracas, de 2000 a 2008, depois de ser eleito para o cargo por dois períodos consecutivos: 2000-2004 com 51% dos votos; e 2004-2008 para 79,5%."
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