
O Benfica passou com distinção este difícil desafio do Bessa, na abertura da jornada treze deste campeonato. Difícil porque são sempre grandes as dificuldades que o Boavista coloca aos adversários, e em especial ao Benfica, com um tipo de jogo sempre feito de muita agressividade e pouco futebol. E difícil ainda porque Jorge de Sousa assume normalmente o papel de mais um adversário. E hoje voltou a fazê-lo.
Logo de entrada o Benfica mostrou ao que vinha. Mostrou que estava ali para ser competente, jogar bem, e ser valente. Porque só com muita valentia foi possível enfrentar este Boavista que levou o jogo para a dimensão do combate, a bater como ninguém, e com faltas consecutivas que não só massacravam os jogadores do Benfica como lhes quebravam o ritmo de jogo.
Percebeu-se que equipa estava preparada para isto, para ser intensa, competente e valente. Entrou forte, e fez um golo logo no arranque do jogo. Invalidado, por fora de jogo. Um fora de jogo que no jogo corrido ninguém percebeu, mas que, no entanto, o auxiliar de Jorge de Sousa não teve nem dificuldade nem dúvida em assinalar. Depois, o VAR deu-lhe razão com uma linha que dava off side por uns inacreditáveis 50 centímetros.
Nada que abalasse a equipa, que continuou a fazer o seu futebol atractivo, sério e competente. E a dominar completamente o jogo, sempre sob forte apoio da massa adepta e indiferente às peripécias do jogo. Ao amarelo a Cervi, por ter levado um toque dentro da área adversária e caído. Ou ao amarelo a um defesa do Boavista que carregou por trás o Chiquinho, completamente isolado à entrada da área e só com Bracali pela frente.
Mesmo que a qualidade de jogo fosse grande, como era, as oportunidades de golo não abundavam. Daí a importância da competência também na finalização, e isso, como se vai vendo, é atributo do Carlos Vinícius. Que aos 34 minutos não falhou, e fez o primeiro golo da partida. Foi um alívio!
Um alívio que a equipa sentiu, levando-a crer que o mais difícil estava feito, que em vez de mandar no jogo podia controlá-lo. E relaxar um bocadinho... Correu mal, e o Boavista chegou ao empate na primeira vez que chegou à baliza do Odysseas, já em cima do intervalo.
Ao contrário do Boavista, que nunca mais chegava para o reatamento, o Benfica mostrou pressa em arrancar para a segunda parte. E logo que os jogadores axadrezados resolveram aparecer foi para cima deles, no mesmo ritmo que tinha mantido na primeira parte, até ao golo. E o segundo, por Cervi, apareceu meia dúzia de minutos depois.
Avisado que tinha ficado, o Benfica continuou sem tirar o pé. Forte reacção à perda da bola, versatilidade, intensidade, dinâmica... Nada faltava. E o terceiro, bis de Vinícius, não demorou mais que 10 minutos. E nem aí a equipa abrandou.
O quarto golo, por Gabriel, que acabaria por chegar já nos minutos finais, serviu apenas para deixar um colorido no pacard ajustado à categórica exibição do Benfica. À campeão!
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