
O regresso às aulas enche hoje as capas dos jornais, com o arranque de um terceiro período como nunca se viu, marcado pela desigualdade que as aulas à distância e a internet, que ainda não é para todos, provocam.
A igualdade da oportunidade de aprender em sala de aula não se tele-transporta para casa de cada aluno. Aí, as desigualdades que o professor e a sala de aula escondem, vêm todas ao de cima. E a educação transforma-se num elevador avariado, sempre com a porta fechada.
Quando se fala de abertura, de regresso à normalidade, à normalidade possível, não é apenas de economia que se fala...
Não faz muito sentido falar hoje de regresso às aulas. Nem de regresso de férias. Não há por enquanto regresso a coisa nenhuma. Nem regresso de coisa nenhuma. Não há aulas, como não houve férias.
Há apenas a mesma anormalidade que começa a tornar-se insuportável. Perigosamente insuportável!
Gostei da imagem do elevador avariado. Muito avariado.
ResponderEliminarEstá mesmo muito avariado. Tanto que é cada vez mais um mito. Mas a educação vale sempre a pena. Mesmo que a porta do elevador nunca abra pode ser que dê para refilar.
ResponderEliminarPodia e devia servir não para refilar mas para rever, redefinir, reforçar o raio do elevador!
ResponderEliminarOntem falei da Educação e da Avaliação que hoje arranca - mas não falei, propositadamente não falei, das modalidades de ensino ou da revisão do sistema. Porque a elas voltarei - volto sempre, não há como pensar cidadania sem pensar educação... estou também avariada :)
Eu diria que a anormalidade começa a tornar-se suportável. Perigosamente suportável.
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