Se antes daquele anúncio, daquela forma e naquelas condições, da final a oito da Champions League deste ano em Lisboa, que deveria fazer corar de vergonha os seus intérpretes - mas não faz, porque Marcelo não tem vergonha de nada, e Costa terá prováveis problemas de ruborização de rosto - se percebia que muita coisa estava a mudar na relação dos portugueses com a pandemia, depois, essa mudança ficou ainda mais clara.
O ponto de viragem nem será exactamente o daquele acontecimento idiota, mas nunca deixará de ser esse o momento mais simbólico da viragem assinalada pelo ponteiro do medo. Antes, para os portugueses, mais importante que a doença era o medo.
O medo tinha sido o alfa e o ómega do chamado sucesso português, supostamente reconhecido na decisão da UEFA celebrada naquela patética sessão de propaganda. Fora por medo que os portugueses tinham até antecipado muitas das regras do confinamento. Fora por medo que tinham cumprido todas as indicações de protecção, e todas restrições que lhes tinham sido impostas.
Depois perdeu-se o medo. E, perdido o medo, acabaram-se as preocupações de protecção, acabou-se o civismo, acabaram-se os bons exemplos, as lições de humanidade que todos os dias por aí corriam e, por fim, todo o s tipo de restrições.
O fim de semana encarregou-se de mostrar isso, com festas e mais festas de jovens inconscientes por todo o país. E com hospitais a serem inundados por adolescentes e jovens infectados.
Antes, profissionais de saúde comoviam-se com os idosos infectados que lhes chegavam, mobilizavam-se para os salvar, com o que tinham e o que não tinham e, no fim, emocionavam-se e emocionavam-nos nas vitórias e nas derrotas que connosco partilhavam. Hoje, ao verem chegar estes jovens infectados, porventura ainda a tresandar a álcool, terão vontade é de lhes dar uns pares de estalos ou - vá lá - meter-lhes qualquer coisa pelo rabo acima. Ou pela garganta abaixo.
é de lhes dar uns pares de estalos ou - vá lá - meter-lhes qualquer coisa pelo rabo acima. Ou pela garganta abaixo.
ResponderEliminarNEM MAIS !!
Cambada de borregos ...
Portugal tem, neste momento, três grandes inimigos: covid 19, ordem dos médicos e os blogd.
ResponderEliminarComo os tempos mudam ...
ResponderEliminarQue saudades de Woodstock e do dedo da avozinha (o dedo que ela metia no rabo da galinha para confirmar o ovo e adiar a canja) a repreender os netos!
O ponto de viragem foi a manifestação do 1° de Maio. Não devia ter acontecido e havia um estado de emergência que a podia ter impedido legalmente. Diga-se de passagem, eu não a impediria se estivesse na minha responsabilidade - para o PCP seria ouro sobre azul, ver uma manifestação proibida pela...DGS. Mas talvez houvesse modo de convencer o partido a não a realizar - ou talvez não, mas fiquei com impressão de que Costa nem tentou. E logo a declaração de que a festa do Avante iria acontecer, à revelia de tudo o que foi festa cancelada.
ResponderEliminarNote-se que duvido que algum dos manifestantes do 1° de Maio tenha contaminado outro, os comunistas têm muita disciplina.
É claro que não é possível ter, sem consequências, uma data de fulanos a borrifarem-se para o governo e a autoridade.
Isto não é um postal, é uma montra de frases-feitas e lugares-comuns.
ResponderEliminarhospitais a serem inundados? jovens infectados, porventura ainda a tresandar a álcool?
Não abia nexexidade, senhor diácono.
Que MENTIROSO!!!! Eduardo Louro você agora parece um daqueles mentirosos que se vende por 1 cargo numa lista do PSD ou do CDS ou do Chega ou do PNR.
ResponderEliminarSabia que a razão para 2 dos 26 hospitais estarem com lotação, próxima, dos 100% não é por causa do Covid? São as doenças respiratórias, algo que está a acontecer, desde quinta-feira passada, com a chegada de areias do norte de África. O Expresso OCULTOU essa parte ali a meio da notícia... você ou não a leu ou achou que era simples tomar posição sem ser preciso informar-se.
Mais um dos 650000 milhões de apoiantes que queriam 100% dos aviões da TAP a voar para o Porto e a cobrarem 340 euros por cada TVDE que fosse levar a Lisboa, queriam a Champions com 50000 pessoas no estádio do dragão e as romarias todas a serem feitas, incluindo a grande procissão pelo centro do distrito do Porto, com os 4 dias de suporte ao dia 15 de Agosto.
Se tivesse sido o 1 de Maio então Lisboa e Setúbal teriam 2 milhões de pessoas infectadas... o distrito de Lisboa duplicou a quantidade de infectados. Algo que era esperado. O distrito de Setúbal, depois de anunciarem meio milhão de infectados, continua abaixo dos 2000 EM TODO O DISTRITO!!! Com a 90% da população do distrito do Porto, continua com menos de 5% das infecções. Algo que é, estatisticamente, impossível de acontecer, pois existem concelhos, a norte, com 5% da população que tem mais casos detectados.
ResponderEliminarLisboa e Setúbal, se se juntar a linha de Vila Franca, são 40% da população do país. Ou você é dos que acha que 99% dos portugueses vivem a norte do Mondego ou é apoiante do Chega e acha que vai ter 3000 milhões de pessoas nas ruas no próximo fim de semana, pelo meio vão executar uns comunistas e queimar umas lojas.
Sou o que sou, e você é o que é.
ResponderEliminarAcerca do ser apoiante do Chega:
ResponderEliminarAcho o nome do partido uma piroseira.
Não me passa pela cabeça ouvir o que o Sr. Ventura tem a dizer.
Não me apanham de certeza a ler um programa eleitoral do Chega, ir a um comício do Chega, ou olhar duas vezes para um cartaz do Chega.
Dito isto, e porque nas últimas sondagens o Chega estava ela por ela com o Bloco, sou muito bem capaz de votar no Chega. Eu não tenho pachorra para aturar o Chega, mas só o gozo de vocês terem de aturá-lo com um grupo parlamentar inteiro, merece um voto. É que também já não tenho pachorra para vos aturar, e merecem provar do mesmo remédio.
Mentiroso?
ResponderEliminarOnde é que está a mentira? Você nem leu o texto. Ou se o leu não percebeu patavina dele.