sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Há sempre qualquer coisa que não bate certo!

Arquivo de Estado de contingência - Jornal o Interior


 


A declaração do estado de contingência para 15 de Setembro, ontem decidida em conselho de ministros, pareceu a mais non sense das medidas do governo ao longo desta crise pandémica. Poucos dias depois de o Reino Unido ter finalmente retirado Portugal da lista negra da Covid, medida incessantemente reclamada pelo Estado Português, quer através do governo, quer do Presidente da República, e recebida com um enorme suspiro de alívio pelos agentes económicos do sector do turístico, nada fazia menos sentido que esta "mensagem oficial de perigo" que o governo português espalhava pelo mundo.


Depois de semanas as fio a dizer às autoridades inglesas que estavam erradas, quando elas o reconheceram, o governo português diz-lhes que ... afinal, quem estava errado, era ele.


Os dados de hoje, com um dos maiores aumento de infectados de um dia para o outro, parecem querer dizer que o que parecia uma aberração é, afinal, capaz de ser prudente. Mas também sinal que têm sido mais os ventos a guiar a nau governativa do que propriamente o leme.


É que, enquanto se tratou de "puxar para cima", chegou à euforia, sem freios nem realismo. Agora, que vêm mais turistas, e que as aulas presenciais vão regressar, chega a prudência.


Para lá das contingências, há sempre qualquer coisa que não bate certo!


 

7 comentários:

  1. MEDIDAS ANUNCIADAS PARA MEIO DE SETEMBRO.
    Ora cá está a estupidez no seu grau mais elevado.
    Se é seguro que o problema existe vamos andar mais de duas semanas a brincar às escondidas com o virus?
    A mediocridade desta gente alguma vez terá ouvido falar em ação preventiva, combatendo o risco por antecipação de medidas?
    O virus está de fárias até lá, não é sua cambada de irresponsáveis?

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  2. O estado de contingência começa no final do período de incubação da festa do Avante!. Seria interessante saber quantos surtos nascerão ali. Até para futuras orientações sanitárias, para futuros festivais - perdão, futuras actividades complexas.

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  3. Pois.Essa é outra que não bate certo.

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  4. Há gente em Portugal a ser punida por crime de propagação de doença. Jerónimo de Sousa tornou a questão política porque é a única maneira de ver o dinheiro. E no entanto o “partido com paredes de vidro” podia deixar monitorizar a assistência do Avante!. Mal por mal sempre se aprenderia algo.

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  5. E MARCELO POR UMA VEZ BATEU CERTO
    Acabo de o ouvir em noticiário, se bem entendi, a tecer fortes criticas à DGS a propósito da Festa do Avante.
    De caminho em forma de ricochete, atirou certeiramente em Costa afastando do horizonte a crise politica desenhada por este, em mais uma manhosa manobra de diversão.
    Se não se tratou de sonho meu, gostaria de saber quem nomeia e tutela a Direção Geral de Saúde.
    FINALMENTE CHEGOU O PRESIDENTE?

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  6. Se declaram o estado de contingência para 48 horas depois (tempo mínimo obrigatório), é porque "andam a trabalhar sobre o joelho". Se avisam já que existem normas e outras, que estão a ser pensadas para declarar o estado de contingência a meio de Setembro, quando 300000 alunos começam a voltar ás escolas, ao mesmo tempo que 200000 estudantes universitários começam a sua demanda pelo curso universitário, já estão a alarmar algo... Ora sem contar com as famílias, é meio milhão de pessoas que vão passar a circular, juntarem-se nas ruas, juntarem-se em espaços fechados e acederem a vários serviços (como restaurantes, cafés e centros comerciais) nos mesmos intervalos temporais, algo que actualmente é mais fácil de alargar aos horários disponíveis, conforme há muita ou pouca gente.
    Pior que isso é que os jovens vão juntar-se e começar a organizar as habituais festas de regresso ás aulas e chegada de colegas, vindos de outros locais do país ou do mundo. Com isso em mente, já ficam avisados que não podem esquecer-se que o vírus anda aí.

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