
A declaração do estado de contingência para 15 de Setembro, ontem decidida em conselho de ministros, pareceu a mais non sense das medidas do governo ao longo desta crise pandémica. Poucos dias depois de o Reino Unido ter finalmente retirado Portugal da lista negra da Covid, medida incessantemente reclamada pelo Estado Português, quer através do governo, quer do Presidente da República, e recebida com um enorme suspiro de alívio pelos agentes económicos do sector do turístico, nada fazia menos sentido que esta "mensagem oficial de perigo" que o governo português espalhava pelo mundo.
Depois de semanas as fio a dizer às autoridades inglesas que estavam erradas, quando elas o reconheceram, o governo português diz-lhes que ... afinal, quem estava errado, era ele.
Os dados de hoje, com um dos maiores aumento de infectados de um dia para o outro, parecem querer dizer que o que parecia uma aberração é, afinal, capaz de ser prudente. Mas também sinal que têm sido mais os ventos a guiar a nau governativa do que propriamente o leme.
É que, enquanto se tratou de "puxar para cima", chegou à euforia, sem freios nem realismo. Agora, que vêm mais turistas, e que as aulas presenciais vão regressar, chega a prudência.
Para lá das contingências, há sempre qualquer coisa que não bate certo!
MEDIDAS ANUNCIADAS PARA MEIO DE SETEMBRO.
ResponderEliminarOra cá está a estupidez no seu grau mais elevado.
Se é seguro que o problema existe vamos andar mais de duas semanas a brincar às escondidas com o virus?
A mediocridade desta gente alguma vez terá ouvido falar em ação preventiva, combatendo o risco por antecipação de medidas?
O virus está de fárias até lá, não é sua cambada de irresponsáveis?
O estado de contingência começa no final do período de incubação da festa do Avante!. Seria interessante saber quantos surtos nascerão ali. Até para futuras orientações sanitárias, para futuros festivais - perdão, futuras actividades complexas.
ResponderEliminarPois.Essa é outra que não bate certo.
ResponderEliminarNão é anónimo nenhum. Sou eu mesmo.
ResponderEliminarHá gente em Portugal a ser punida por crime de propagação de doença. Jerónimo de Sousa tornou a questão política porque é a única maneira de ver o dinheiro. E no entanto o “partido com paredes de vidro” podia deixar monitorizar a assistência do Avante!. Mal por mal sempre se aprenderia algo.
ResponderEliminarE MARCELO POR UMA VEZ BATEU CERTO
ResponderEliminarAcabo de o ouvir em noticiário, se bem entendi, a tecer fortes criticas à DGS a propósito da Festa do Avante.
De caminho em forma de ricochete, atirou certeiramente em Costa afastando do horizonte a crise politica desenhada por este, em mais uma manhosa manobra de diversão.
Se não se tratou de sonho meu, gostaria de saber quem nomeia e tutela a Direção Geral de Saúde.
FINALMENTE CHEGOU O PRESIDENTE?
Se declaram o estado de contingência para 48 horas depois (tempo mínimo obrigatório), é porque "andam a trabalhar sobre o joelho". Se avisam já que existem normas e outras, que estão a ser pensadas para declarar o estado de contingência a meio de Setembro, quando 300000 alunos começam a voltar ás escolas, ao mesmo tempo que 200000 estudantes universitários começam a sua demanda pelo curso universitário, já estão a alarmar algo... Ora sem contar com as famílias, é meio milhão de pessoas que vão passar a circular, juntarem-se nas ruas, juntarem-se em espaços fechados e acederem a vários serviços (como restaurantes, cafés e centros comerciais) nos mesmos intervalos temporais, algo que actualmente é mais fácil de alargar aos horários disponíveis, conforme há muita ou pouca gente.
ResponderEliminarPior que isso é que os jovens vão juntar-se e começar a organizar as habituais festas de regresso ás aulas e chegada de colegas, vindos de outros locais do país ou do mundo. Com isso em mente, já ficam avisados que não podem esquecer-se que o vírus anda aí.