segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

(Re)começo

Já é conhecida a imagem da Presidência Portuguesa da UE - Meios &  Publicidade - Meios & Publicidade


 


Hoje é dia de regressos. À escola, ao trabalho... Começa até a presidência portuguesa da União Europeia, nestas presidências semestrais rotativas. O ano começa verdadeiramente hoje, mesmo que já leve três dias passados. 


E não se pode dizer que tenha começado bem, o que também não surpreende muito.


Começou com a inacreditável "estória" que tem como personagem principal o procurador José Guerra, que o governo português quis que fosse o representante português na nova Procuradoria Europeia. Quis tanto que resolveu inventar no seu currículo, atribuindo-lhe feitos que ele próprio dizia não serem bem assim, que é o que verdadeiramente faz desta uma "estória" inacreditável. Estamos habituados a que toda gente aldrabe no currículo, mesmo sabendo que são apanhados logo a seguir. Que seja o governo - uma Direcção Geral, um Ministério, seja lá o que for - a aldrabar o  currículo de um seu funcionário para parecer melhor lá fora, é que é novidade.


Começou com os debates na televisão dos candidatos presidenciais. Com pouco debate, mas o suficiente para percebermos muita coisa. Por exemplo que o André Ventura também aí segue as pisadas de Trump, não debate coisa nenhuma, apenas grita e manipula.


E começou com sondagens. Para as presidenciais, que dão o candidato da extrema-direita a discutir o terceiro lugar com João Ferreira, o candidato do PCP. E para eventuais legislativas, onde o CDS desaparece, com 0,3% de intenções de voto. 


O Chicão entendeu fazer queixa à ERC ... Sempre a mesma coisa: mata-se o mensageiro. Afinal, de novo, só mesmo o ano...

1 comentário:

  1. Não percebo porque candidatos presidenciais relativamente sérios vão a debates com comentadores da CMTV. O antigo e falecido presidente francês Jacques Chirac, que era da direita conservadora, recusava-se a debater com fascistas, até porque com essa gente não se debate (já houve um debate chamado "Segunda Guerra Mundial", que resultou em 60 milhões de mortos). Então porque é que em Portugal ainda se debate com esse lixo? Podemos não ter participado na Segunda Guerra Mundial, mas ainda assim tivemos uma ditadura... Ou está tudo esquecido?

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