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Já não há palavras... Nem milagres!
O Benfica iniciou o jogo desta tarde, no Estádio de S. Miguel, já com cinco minutos decorridos. Foram os que ontem o árbitro Hélder Malheiro permitiu que decorressem no charco de Ponta Delgada, num campo evidentemente impraticável. Uma teimosia que nos traz à memória um certo jogo em Setúbal, aqui há uns anos, quando o então árbitro, e hoje "dono disto tudo", Pedro Proença passeava pelo campo à procura de poças de água, fazendo tudo para que a bola não rolasse, para não dar início a um jogo que ao Porto, então, não convinha nada que se realizasse.
Como agora também não convinha nada ao Benfica, com sete jogadores impedidos, e a precisar mesmo é de não jogar.
Mas lá teve de comparecer hoje, para dar continuidade à maré negra que se prolonga, e que uns milagres têm mitigado, que não escondido. Agora nem já os milagres lhe valem!
Mais uma vez, como fizera no último jogo com o Portimonense, Jorge Jesus veio dizer que a equipa fez uma boa primeira parte. Não fez, como não tinha feito na passada quarta-feira. A grande primeira parte do Benfica resumiu-se a uma boa jogada de futebol, que começou e acabou em Darwin, e no único golo da equipa, ao minuto 33. E a uma prestação simplesmente aceitável nos doze minutos que se seguiram, onde mais não conseguiu que criar uma segunda oportunidade (Waldschimidt) para voltar a marcar.
A segunda parte arrancou com um choque de cabeças entre Jean Patric e Gilberto, que assustou toda a gente e atirou ambos para fora do jogo. É o movimento do avançado do Santa Clara que projecta a sua cabeça contra a do lateral direito do Benfica, pelo que não há penalti nenhum, como reclamou o treinador da equipa açoriana.
O jogo esteve parado largos minutos e, quando foi outra vez retomado, já só estava uma equipa em campo. Vestia de vermelho, mas não era a do Benfica. Esta foi com Gilberto para os balneários, no dizer de Jorge Jesus, que imputa à falta do lateral direito a quebra da equipa.
Até chegar ao empate, que era o que os açorianos realmente queriam do jogo, aos 60 minutos do relógio, mas no início da segunda parte em jogo jogado, o Benfica não foi capaz de fazer rigorosamente nada para contrariar a superioridade dos adversários. Que ganhavam todos os duelos e chegavam sempre primeiro à bola. De tal forma que o golo do empate não surpreendeu ninguém.
Um golo comum na baliza do Benfica. Um lance de bola parada, com a redondinha a cruzar toda a área, para chegar à pequena área na sequência de um remate falhado na esquerda, em que o central Fábio Cardoso, formado no Benfica, meteu a cabeça onde os jogadores benfiquistas não foram capazes de meter os pés.
Faltava meia hora para o fim do jogo. Muito tempo, tempo para mais um milagre, terão pensado os jogadores do Benfica. Por isso continuaram como se lá não estivessem. Este Jesus não faz milagres, mas acredita neles. Tanto, que até Ferreyra mandou lá para dentro!
Pode continuar a acreditar, Mister Jesus. Mas olhe que se acontecessem todos os dias deixavam de ser milagres!
Um milagre é um milagre. É como um vintém. Lembra-se?
Milagre sera quando a direcao e equipa tecnica for para o olho da RUA
ResponderEliminarPagando milhoes a jogadores e treinadores e ao Lage Ali sentado no sofa a ver o tristes jogos do Benfica dos socios