
Os objectivos da OPA, que muitos benfiquistas, entre os quais me incluí (aqui, ou aqui) na altura desmascararam, não morreram quando a CMVM lhe passou a certidão de óbito. Era para Vieira e os seus fazerem dinheiro, muito dinheiro, e tinha que ser feito.
Não deu para fazer com OPA, fez-se sem OPA. E sem informação, em segredo completo. Foi preciso passar-se pelo que se está a passar para vir a público. E para, só depois de ter sido tornado público, a administração da SAD do Benfica fazer de conta que o tornava público.
De então para cá as acções do accionista José António dos Santos cresceram, cresceram, cresceram... O comprador, o prometente comprador, o Sr Textor veio dizer que nunca negociou com o Benfica, apenas com o Sr Dos Santos. Pois não, nem precisava ... Já tem 25% da SAD, sinalizados com um milhão de euros, e quem conhecer o seu perfil de investidor sabe que não gasta dinheiro para não mandar.
E não é preciso saber muito destas coisas para perceber que ninguém gasta 50 milhões de euros para investir em acções que não se valorizam em mercado, que não distribuem dividendos e que, qualificando-o como investidor relevante, não lhe garantem condições para mandar. Nem é preciso ser visionário para ver onde se pretendia chegar.
Mas, dizia Vieira, e replicam-no anda hoje muitos, era uma operação à Bayern.
Calma….
ResponderEliminar“O americano John Textor confirmou à CMVM que tem um acordo para comprar 25% da SAD do Benfica. Mas como o investidor é considerado uma “entidade concorrente”, tem de ter o "ok" do clube.
Os acordos já tinham sido relatados nos despachos de pronúncia do Ministério Público e foram confirmados esta terça-feira, em comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O empresário José António dos Santos, arguido na operação “Cartão Vermelho”, confirmou que tem “dois acordos para a venda” de 25% do capital da Benfica SAD ao investidor americano John Textor.
Mas esta operação, apesar de ser um negócio entre dois acionistas (um atual e outro potencial), para avançar terá ter “luz verde” da atual direção do clube, que neste momento é liderada por Rui Costa.
Porquê? Porque os estatutos do Benfica dizem que a compra de ações representativas de mais de 2% do capital social da SAD “por uma entidade concorrente” terá de ser aprovada pelas ações da categoria A, que são detidas pelo clube e que representam 40% do capital.
E porque é que John Textor é considerado “uma entidade concorrente”? Porque os estatutos da SAD dizem que são “entidade concorrentes” qualquer entidade que desenvolva a sua atividade “na participação em competições profissionais de futebol, na promoção e organização de espetáculos desportivos ou no fomento ou desenvolvimento, ainda que indiretamente, de atividades relacionadas com a prática desportiva profissionalizada da modalidade de futebol em Portugal ou no estrangeiro”.
O milionário norte-americano John Textor, segundo o site Mais Futebol, é sócio maioritário da Fubo TV, uma espécie de Netflix para transmitir eventos desportivos, como as ligas profissionais de futebol americano (NFL), basquetebol (NBA), basebol (MLB), hóquei no gelo (NHL) e futebol (MLS).
Assim, na prática será a nova direção do clube, agora liderada por Rui Costa, que irá decidir se dá autorização ao americano John Textor para que possa entrar no capital da SAD. “
Lagartixa de rabo cortado, quem t'o cortou? Foi um ...
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