O Tour despediu-se finalmente dos Pirinéus, cumprindo os 129,7 quilómetros entre Pau e Luz Ardiden desta 18ª etapa, que teve honras de visita presidencial. Do deles, não o nosso, por muito que possa surpreender.
Era a etapa rainha dos Pirinéus, com o mítico Tourmalet, e com a não menos difícil chegada a Luz Ardiden, que tinha a particularidade de também duplicar os pontos para a classificação da montanha, ambas montanhas de categoria especial.
Claro que a corrida começou com o início da subida ao Tourmalet, já com mais de metade da etapa cumprida. Aí ia na frente Alaphilippe, o campeão do mundo, que está sempre em todas - mesmo que no fim disso não tire grandes vantagens, para além da popularidade e ... da publicidade - e o esloveno Mohoric, que também já ganhou uma etapa, com minuto e meio de vantagem sobre o pelotão. E logo no início voltamos a ver Rúben Guerreiro a fazer mais umas graças.
Atacou e levou consigo gente famosa, entre os quais Quintana, que rapidamente ficou para trás. Rapidamente alcançou os dois da frente, e assumiu as responsabilidades da corrida. Lá atrás era a Ineos que puxava pelo pelotão, cada vez menos numeroso, para cuidar de Carapaz. Muita gente ia quebrando, e desde logo Rigoberto Uran, o colega de Rúben Guerreiro, que continuava a dar-se muito mal com os Pirinéus, onde entrou em segundo e donde saiu em décimo.
A um quilómetro da meta da montanha do alto do Tourmalet pagou a factura, e não conseguiu acompanhar os dois franceses companheiros de aventura, Latour e Gaudu, que passaram por esta ordem nessa contagem. Rúben foii terceiro.
Na descida vertiginosa que fazia a ligação à subida para Luz Ardiden apenas Gaudu ganhou vantagem. Todos os outros se juntaram para chegarem agrupados ao início da subida, onde logo o francês desapareceu da frente. E a Ineos voltou ao seu trabalho na frente do grupo, pela mesma causa - Carapaz. E cada vez mais gente voltava a ficar para trás, incluindo o Rúben. Pensava-se que para também ele ir dar uma ajuda ao pobre Uran, literalmente a cair pela classificação abaixo. Na meta (22º a pouco mais de 3 minutos) percebeu-se que não, que chegou muito à frente - mais de 5 minutos - do seu chefe de fila.
A pouco mais de 5 quilómetros da meta, lá em cima, Majka passou para a frente do grupo, claro com Pogacar, e estava-se a ver no que ia dar. E viu-se ... Mais um festival do jovem esloveno. Ficou na frente com Kuss, Vingegaard, Carapaz e Mas. O espanhol começou por ceder, quando Kuss atacou, perante a indiferença de Pogacar, mas em poucos metros tudo se virou ao contrário, com Mas a recuperar e a atacar o camisola amarela, e precisamente Kuss a ficar para trás. Na altura que considerou apropriada Pogacar foi embora, tal e qual como ontem fizera. Enric Mas acabou, e Vingegaard e Carapaz, por esta ordem na meta, conseguiram limitar os estragos.
Com a vitória - a terceira - Pogacar arrebatou também a camisola das bolinhas. São três - a amarela, da geral, a branca, da juventude, e a da montanha.
É obra. Agora é só esperar por domingo para, aos 22 anos, garantir a segunda vitória consecutiva no Tour. Antes disso, no sábado, ainda tem um contra-relógio para ganhar.
Cavendish foi o último na etapa mas, sempre rodeado por mais de meia equipa, conseguiu chegar dentro do tempo de controlo, e assim assegurar a camisola verde. Mas, contassem as etapas de contra-relógio para os pontos, e não seria assim. Pogacar ficaria com elas todas!
Achei muito interessante atualmente esta sua postagens. Abraços ;) !
ResponderEliminarAchei muito interessante atualmente esta sua postagens. Abraços ;) !
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