sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Um dia histórico e uma frase histórica

Marcelo espera esclarecimentos "sem drama e com serenidade" na reunião do  Infarmed — DNOTICIAS.PT


A aguardada sessão de ontem no INFARMED transformou-se numa espécie de "dia da libertação". Por muito que "apenas" se tenha "fechado uma página", como disse o Presidente Marcelo, e que não tenham faltado avisos sobre os riscos que ainda permanecem, ontem foi mesmo o dia em que "ganhamos a guerra", na expressão de Gouveia e Melo, o herói maior entre os muitos heróis que a pandemia deu ao país.


Ontem foi pois um dia histórico. A História faz-se destes dias, e das palavras que destes dias ficam. Das de ontem, de Marcelo, estas não poderão deixar de ficar para a História:


"O povo português votou, e uma forma de voto foi vacinar-se, e aqui votou com uma maioria que até agora nenhuma eleição deu a ninguém. E é bom que isso seja retido".


Associar a resposta nacional à vacinação - que orgulho no Portugal campeão mundial da vacina contra o covid, com 85% da população vacinada! -  à de uma expressão eleitoral, a dimensão cívica à democrática, é a mais inteligente resposta aos movimentos negacionistas, obscurantistas, e reaccionários que nos últimos tempos têm engrossando a conspiração contra os valores da democracia.


É mostrar como são inexpressivos na sociedade portuguesa.  E, mais ainda que isso, é mostrar que esses movimentos não representam nada mais que a oportunista exploração dos desencantos que atingem boa parte da sociedade portuguesa na sua expressão eleitoral democrática. 


Mas esse é outro problema. Que, mais do que nunca, terá de ser decididamente enfrentado!


 


 

10 comentários:

  1. As estatísticas são engraçadas, como alguém disse, torturem os números que eles confessam.
    Somos os primeiros na vacinação.
    Oito milhões e meio de portugueses vacinados em nove meses. A Alemanha vacinou 72 milhões de alemães no mesmo período.
    Comparando às eleições.
    Um milhão e quinhentos mil portugueses são uma minoria, mas qual é o partido que tem este número nos seus militantes?
    O que é preocupante é que em vez de se tentar perceber o aumento da contestação e haver um debate sério, não, manipulam os dados, discriminam as pessoas, introduzem a censura, e aumentam a repressão.
    Está a ser um sucesso, não há dúvida.

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  2. nao conhecia a frase de Marcelo, mesmo que a tenha ouvido em noticias, nao (nada) fica, nao é retida, como quando é lida, e pode ser relida.
    Tambem nao sei de comentarios a essa frase. Mas, sem mais, é admirável, aceito que tipo aqueles marcos que os descobridores erguiam em cada terra conquistada.
    Que sao inexpressivos ( e oportunistas) ninguém tem duvidas. A verdade é que desde o 25 abril se constituiram partidos anti democracia, ainda que formalmente conforme a lei, mas todos percebiam, e tiveram em dacadas os resultados eleitorais que se foi vendo: zero. .

    Pelo que nao entendi a que problema se refere quando diz que tem de ser enfrentado.

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  3. rir é bom, e o seu comentário um achado util.

    Oxalá o seu penultimo paragrafo seja lido pelos comicos e teatreiros , pois vai ser um sucesso

    A ideia que dá é que á força de desejar essa repressao exista, consegue ve-la. Fantastico.

    Nao sei se o SNS tem especialidade que possa liberta-lo.

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  4. O (outro) problema que tem de ser enfrentado está lá escrito: os "desencantos que atingem boa parte da sociedade portuguesa na sua expressão eleitoral democrática". Isto é - sem que lá esteja escrito, porque para escrever não é preciso (nem possível) escrever tudo - a imagem e a credibilidade dos agentes políticos, a transparência nas decisões, a seriedade e a objectividade no debate político, etc. E as consequências de tudo isso na abstenção eleitoral, e nos padrões de cidadania. Porque é disso que se alimentam esses movimentos.

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  5. Se um milhão é quinhentos mil portugueses - percebo a conta que faz, não percebo é a legitimidade da conclusão em colocar o número todo no mesmo saco - não é uma minoria, não sei o que o que seja uma minoria. De resto é curioso como reparar como sabe fazer contas através de percentagens para chegar ao milhão e meio, e depois usa números absolutos para a comparação com a Alemanha.
    Talvez seja por aí que você pretenda iniciar o "debate sério".

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  6. Naturalmente quis escrever e e não é: "um milhão e quinhentos mil portugueses"; e não "um milhão é quinhentos mil portugueses",

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  7. O debate sério é que um milhão é um milhão não são quinhentos mil.
    Se quer saber como lá cheguei, é simples.
    Fui buscar o número ao universo de votantes que são mais de nove milhões, juntei o escalão etário dos doze aos dezoito anos, e tirei 15%.
    É simples, mas já vi que a matemática não é o seu forte.

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  8. O comentário saiu anónimo mas é meu.

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  9. Não sei se reparou mas eu respondi a corrigir o "é". Saiu "é" mas queria escrever, e corrigi, para "e". De resto com "é" a minha resposta não fazia sentido. Mas nem por isso faço referência ao português não ser o seu forte.

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  10. Realmente é verdade, não faz referência ao português, mas faz referência à falta de seriedade, o que vai dar no mesmo.
    Apesar do comentário ser irónico, os números estão certos. E como diz o Almirante está na altura de pensarmos pela nossa cabeça.

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