sábado, 1 de janeiro de 2022

Incertezas do novo ano

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Aí está 2022, novinho, em folha. E com sol, a prometer melhores dias ...


Espera-se sempre muito do ano novo, ou não fosse a esperança a melhor fonte de vida. Não quero ser desmancha-prazeres, e muito menos tenho à minha frente qualquer bola de cristal. Mas parece-me que este ano que hoje começa não tem boa cara. Parece-me que, ao contrário do que o sol possa fazer crer, nada é claro e luminoso. Parece-me mesmo que chega carregado, se não de nuvens, pelos menos de muitas incertezas.


É a incerteza do covid, que o ano velho, com a vacina nova, trazia a certeza do fim da pandemia. Não foi, e afinal transportou no balanço para este novo apenas mais incerteza.


É a da retoma económica prometida pelo velho ano, mas que a disrupção das cadeias de abastecimento afinal transporta no balanço a incerteza da inflação.


É, em termos nacionais, a da estabilidade governativa, que a pandemia parecia ter garantido, mas que afinal arrasta para o balanço a incerteza dos resultados eleitorais do final deste primeiro mês do ano. E a da governabilidade, agora que não é certo que qualquer dos dois blocos - à esquerda e à direita -, ao contrário do passado, consiga gerar soluções de governo.


E é, em termos internacionais, a incerteza à volta dos dois principais focos de conflito que transitaram no balanço do ano que acabou: Taiwan, agora no epicentro da conflitualidade entre os Estados Unidos e a China; e Ucrânia, a reacender na Europa um fogo em que falharam os trabalhos de rescaldo.


A estas incertezas juntam-se outras, já de balanços anteriores, com as das alterações climáticas, das catástrofes naturais, dos refugiados... Ou as  associadas a riscos tecnológicos, com a da cibersegurança e do "big brother" a que a humanidade se entregou.


Mas calma, amigos. Não desesperem. Não é o apocalipse, são apenas e só incertezas!


 

6 comentários:

  1. Um bom ano para si e para os seus, quanto ao ano é como os melões, só depois de abertos é que sabemos se prestam :)

    Pedro Cunha

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  2. Se não fossem os profetas da desgraça isto já podia ter acabado há muito tempo. Infelizmente ainda somos um povo com medo do gigante adamastor. A variante que não se conhece e que há-de vir, é sempre mais perigosa do que a que se conhece e já cá está. Até parece que agora ninguém tem sistema imunitário para combater doenças. O corpo humano dava-se na antiga quarta classe mas está visto que agora é tudo analfabeto.
    Pode ser que o 2022 ponha o sol na eira e a chuva no nabal, ou por outras palavras, pode ser que a economia cresça com a malta cheiinha de medo em casa.

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  3. aqui do outro lado do atlantico ..40 anos atras com neve por vezes ate ao 3,4 e 5 pes
    hoije em dia ,temperaturas 50 graus.. neve ate este momento 2ou 3 pogaldas salvo erro

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  4. Os melões mostram, logo que se abrem, se se prestam ou não. Os anos têm muito mais fatias, e se umas prestam, outras não. Trocam-nos as voltas rapidamente.
    Um bom ano também para si e para os seus, Pedro.

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  5. Vamos fazer mais confinamentos e medidas parvas, parece óbvio que funcionam:
    "Coronavirus pandemic: Antarctic outpost hit by Covid-19 outbreak"
    https://www.bbc.com/news/world-europe-59848160
    "A Belgian scientific research station in Antarctica is dealing with an outbreak of Covid-19, despite workers being fully vaccinated and based in one of the world's remotest regions. "
    Nem vale apena falar no resto, que também agora já deve ser óbvio para quem tenha 2 dedos de testa.
    Já agora por falar em aldrabices
    Inverno de 2006 (3 meses):
    https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/gripe-leva-16-mil-por-dia-ao-hospital
    Inverno de 2016 (apenas 3 meses):
    "Mais de 3 mil pessoas terão morrido devido à gripe em Portugal no último inverno"
    https://www.dn.pt/vida-e-futuro/mais-de-3-mil-pessoas-terao-morrido-devido-a-gripe-em-portugal-no-ultimo-inverno-11396230.html
    Inverno de 2018 (em apenas 3 meses):
    "Gripe e frio provocaram quase mais 4500 mortes no último Inverno em Portugal"
    https://www.publico.pt/2017/10/13/sociedade/noticia/no-ultimo-inverno-houve-um-pico-de-mortalidade-gripe-e-frio-foram-as-causas-1788823
    A tal gripe que automágicamente, "desapareceu".
    Talves por isso o CDC discretamente está reformar os testes PCR:
    "CDC encourages laboratories to consider adoption of a multiplexed method that can facilitate detection and differentiation of SARS-CoV-2 and influenza viruses. "
    https://www.cdc.gov/csels/dls/locs/2021/07-21-2021-lab-alert-Changes_CDC_RT-PCR_SARS-CoV-2_Testing_1.html
    Como é ? 2 anos... depois... "facilitate detection and >>>differentiation<<<" ?

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  6. obviamente : "só incertezas"
    Alias é sempre assim, como alias o post atesta.

    Se a foto é sua, parabens. Até pode parecer que 2022 está a arder em lume brando, mas eu vejo 2022 evidenciado.

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