
Na Ucrânia a guerra continua, implacável, ao atingir o fim da primeira semana e sem fim à vista.
Hoje, a Assembleia Geral da ONU aprovou, com 5 votos contra - Rússia e Bielorrússia evidentemente, e ainda a Síria, a Coreia do Norte e a Eritreia - e 35 abstenções, entre as quais as de Angola e Moçambique, uma resolução que condena - "deplora" - a agressão russa e "exige" à Rússia que ponha fim a esta intervenção militar e retire, imediata e incondicionalmente, as suas tropas da Ucrânia. Nada que acrescente nada!
Aviões russos violaram o espaço aéreo da Suécia, acrescentando provocação à provocação de Putin.
E Abramovich, após se se ter afastado da administração do Chelsea pouco depois da invasão, anunciou que iria vender o clube londrino, renunciar aos créditos que sobre ele detém, e doar o produto da venda às vítimas da guerra.
Talvez seja a única boa notícia do dia. Para que seja boa notícia nem é preciso ver aqui arrependimento, altruísmo, solidariedade ou generosidade. Basta ver-se apenas uma manobra de sobrevivência!
É boa notícia que no círculo de Putin haja gente que se importe com a sobrevivência, e que perceba que só a encontra em contra-mão. São boas notícias as que nos possam dar indicações que, se não recuar, Putin poderá começar a chocar de frente com os que lhe estão mais próximos.
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