Finalmente uma cimeira europeia que não é decisiva!
Até aqui todas eram decisivas. A de hoje em Bruxelas não é! Se calhar é porque as outras nunca o chegaram a ser…
É certo que ainda será feito o ponto da situação sobre este segundo programa de resgate da Grécia, mas aí não há nada de decisivo. Até porque a coisa está bem preparada, pelo menos da parte do já famoso Schaeuble que, enquanto a dita coisa se discutia no Parlamento alemão, jogava sudoku no seu Ipad!
É certo que será assinado o Pacto Orçamental – por toda a gente menos os ingleses e os checos, eles lá sabem porquê – um dos mais ineficazes e estúpidos tratados paridos na EU, que os irlandeses (os únicos que levam a sério estas chatices da democracia nas questões europeias) chumbarão em referendo e que os franceses, se François Hollande ganhar as presidenciais, como parece provável, se encarregarão de mandar para o caixote do lixo.
É certo que é apresentada como a cimeira que introduzirá no discurso europeu expressões tão estranhas como crescimento e desemprego. E é certo que ninguém espera que isso traga qualquer novidade!
A cimeira decisiva desta sexta-feira é nacional. E é em Lisboa, não é em Bruxelas. Na Luz. Essa sim, é decisiva!
E no entanto eles dizem que não…

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