No primeiro trimestre deste ano a economia caiu 0,1%. Menos que o esperado, e a permitir alimentar a ideia que se possa confirmar a quebra de 3% prevista pelo governo para este ano, em vez dos 3,5% previstos pela Comissão Europeia. Mesmo - quem sabe - a permitir a ideia que o fundo esteja perto e que lá estejamos a bater. Este conceito técnico de recessão garante-nos que ela alguma vez haverá de ser interrompida. Mas não nos garante que não haja mais fundo para além desse fundo. Basta ver que a queda da actividade económica neste primeiro trimestre é de 0,1% em relação ao anterior, mas já vai para perto dos 3% se comparada com o trimestre homólogo do ano anterior.
E o desemprego não pára de subir, bem para lá dos 14,5% que o governo estimava ser atingido lá para o final do ano. Já vai nos 15% e a procissão ainda agora saiu do adro!
Se alguém quiser festejar, se alguém quiser dizer que é apenas por uma escassa décima percentual que não saímos de recessão, e que o ponto de viragem está mesmo aí à mão, está apenas a vender banha da cobra. Mais que os números da recessão, pesam os números das suas consequências!

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