
Ao conseguirem impor Rishi Sunak, as élites dos Conservadores britânicos, pela mão do Comité 1922, livraram o partido de mais dois dos momentos do ridículo que têm sido os últimos tempos. Primeiro, ao impedir Boris Johnson de regressar, semanas depois de ter sido obrigado a demitir-se. Depois, ao obrigar Penny Mordaunt a desistir da candidatura que levaria a decisão para as bases do partido, que ainda há poucas semanas tinham preferido Liz Truss a ... Rishi Sunak.
Pelo meio, com o multi-milionário Rishi Sunak, conseguiu ainda satisfazer "os mercados" e evitar que se repetisse o ridículo a que Liz Truss conduziu a política inglesa nos últimos dias.
O que não conseguiu, e aí não tem volta a dar-lhe, foi estancar a degradação de 12 anos de poder, nem relegitimar o Partido Conservador no governo, agora entregue a quem não foi escolha dos britânicos, como fora Boris Johnson, nem sequer das bases do Partido, como tinha sido Liz Truss.
Se o Reino Unido fosse uma república, o chefe de Estado poderia dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas. Sendo uma monarquia, o rei apenas pode dizer "oh dear".
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