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Há mundial, mas o Benfica continua a jogar. Agora na Taça da Liga. E a ganhar, para não perder o hábito.
Há hábitos que dão muito trabalho. Ganhar é dos que dão mais. Jogar o "qb" para ganhar, como hoje fez esta equipa do Benfica, em Leiria, casa emprestada do Estrela da Amadora, pode não bastar. O quanto baste nem sempre basta, e hoje poderia mesmo não ter bastado.
Com seis jogadores no Catar, esperava-se uma equipa cheia de caras novas. Mesmo que velhas, porque as novas, dos novos, estão na selecção de "sub 21". E também indisponíveis.
Não foi assim, e Roger Schemidt apresentou um "onze" cheio de caras conhecidas. Apenas nos lugares de António Silva e Otamendi, estiveram caras menos habituais - João Vítor e Brooks (que nem foram lá muito bonitas de ver!). No resto, Gilberto, Chiquinho, Diogo Gonçalves e Musa, que são caras habituais, nas suas caras habituais. Excepto Chiquinho, a quem Schemidt quis dar a de Enzo.
Com estas caras, o Benfica quis ter a mesma cara de jogo. Essa é inegociável, e muito bem. Mas há diferenças. As caras fazem a diferença. E grande!
Por isso o habitual futebol do Benfica só apareceu em salpicos. Apareceu de vez em quando e, quando conseguiu aparecer, fez a diferença. Só que, quando fez a diferença, não a aproveitou. Por imperícia na finalização, numa série de vezes, pela tal coisa da sorte e do azar, noutras, ou pela competência defensiva da equipa da Amadora, onde se inclui o guarda-redes. Que à sua conta negou dois ou três golos. Tantos quantos os seus colegas, às vezes em cima da linha de golo (numa delas com quatro jogadores dentro da baliza).
Tivesse o Benfica aproveitado metade das oportunidades de golo que criou nos momentos em que conseguiu atingir o seu habitual futebol e o "qb" que jogou teria sido mesmo suficiente para passar pelo jogo sem qualquer tipo de sobressalto, e acabá-lo com um resultado que não destoaria dos melhores dos últimos tempos.
O golo inicial, de Musa, logo aos 13 minutos, resultou de um dos salpicos desse futebol de excelência, um 'tiki-taka' multi-combinado com Rafa. Tudo apontava para que fosse para continuar, mas não. Nove minutos depois, na primeira vez que os rijos e experientes jogadores da equipa da Amadora - grande parte deles velhas caras conhecidas do futebol cá do burgo - chegaram lá à frente, na cobrança de um livre lateral chegaram ao empate.
As luzes de aviso acenderam-se, e os jogadores do Benfica correram à procura do golo. Que nem demorou muito, apenas sete minutos. À beira da meia hora, depois de um penálti inevitável sobre o Rafa, o Chiquinho fez de João Mário, e marcou. E voltou a ficar-se por aí, acabando com nova ameaça, já em cima do intervalo. O João Vítor tratou de fazer asneira, com uma falta tão desnecessária quanto indesculpável e, o livre - na mesma zona do terreno do que acabara no golo do empate - só não acabou em novo golo porque o Odysseas fez duas grandes defesas. Consecutivas.
O Benfica passou toda a segunda parte no registo "qb", sempre perto do 3-1. Sempre com o domínio do jogo mas sem fechar o resultado. Faltavam velocidade, agressividade e intensidade. Era tudo muito macio. E assim há duelos que não ganham, e bolas e golos que se perdem, deixando o resultado em aberto, à mercê de qualquer contingência do jogo.
Que acabaria mesmo por surgir, e só não foi decisiva porque Draxler - que entrara ao intervalo para substituir o apagado e "amarelado" Diogo Gonçalves (juntamente com Morato, para o lugar de João Vítor) - , em cima do minuto 90, apareceu finalmente no jogo, e marcou o (terceiro) golo da tranquilidade.
O tal incidente de jogo, a que o Benfica esteve sempre sujeito, acabou por surgir de um passe desastrado de Morato - que pareceu não querer sair com folha limpa - que ofereceu o 3-2 ao Estrela da Amadora, no último dos 5 minutos de compensação.
É mais uma vitória. Numa exibição que, não entusiasmando do ponto de vista colectivo, e por absurdo que pareça, acabou por ser decepcionante ao nível do desempenho individual de muitos jogadores. Muitos mesmo. Salvaram-se Odysseas, Florentino e Rafa (o capitão. Quem diria?) Mais ninguém.
E esta não é uma boa notícia. É mesmo má!
Este Estrela da Amadora vs Benfica foi um jogo agradável de se ver, melhor que o jogo de abertura do mundial do Catar, tanto quanto ouvi dizer e com a vantagem de não ter sido disputado num cemitério, pois, tanto quanto sei, não houve vitimas mortais, na construção do Estádio Municipal de Leiria.
ResponderEliminarO Estrela da Amadora mostrou ser uma equipa bem organizada e competitiva, jogou o jogo pelo jogo, com ousadia e atrevimento, marcou dois golos e ainda obrigou Vlachodimos a fazer três ou quatro intervenções de elevado grau de dificuldade.
Era previsível que sem João Mário e Enzo o futebol do Benfica não tivesse a fluidez habitual, mas quem não tem cão caça com gato…Chiquinho esteve melhorzinho e até marcou um golinho, Diogo Gonçalves teve bons pormenores, mas borrou a pintura toda, ao fazer uma falta imprudente e desnecessária, que lhe valeu um amarelo e esteve na origem do livre que culminou no primeiro golo do Estrela.
Musa inspirador, combinou muito bem com Rafa e conseguiu marcar um golo de belo efeito, naquele que foi o melhor momento do jogo.
Nos primeiros oito minutos da segunda parte o Benfica dispôs de três oportunidades flagrantes para construir um resultado confortável e robusto, mas Rafa, por duas vezes e Neres, não conseguiram concretizar.
Draxler, que jogou toda a segunda parte, sem que se tenha dado muito por ele, acabou por ser decisivo ao marcar o terceiro golo, aquele que permitiu uma vitória pela margem mínima, um resultado enganador, mas que acaba por premiar a ousadia do Estrela e penalizar a ineficácia do Benfica.
Os tipos do marketing e do merchandising devem saber o que fazem, mas não me consigo habituar a ver o Benfica de amarelo, até porque girassóis circulantes não são o mesmo que papoilas saltitantes.
E Pluribus Unum.
penso que o BENFICA,com aquela equipa vai conseguir vencer o seu grupo e passar em frente..so que alguns jogadores que estavam no banco deviam ser titulares? mas o treinador sabe o que faz .. rumo a final EPLURIBUS UNUM..
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