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Há sempre duas partes em qualquer conflito ... de ideias. No outros há muitas vezes mais.
Há um lado, e o outro. Há sempre a contra-parte. Isso já é assim em tudo.
O debate sério não é parcial. Mas também não é sério o debate que relativa o bem ou do mal pela evocação da outra parte. Há bem e mal absoluto. E pode havê-lo num ou noutro lado. O mals nunca é relativizável, é sempre absoluto. O mal de um lado, não deixa de ser mal por haver outro mal no outro.
Vem isto a propósito do drama humanitário que continua a acontecer em Gaza, aos olhos de toda a Humanidade, mas sempre com gente disponível para o ... "mas olha que" ...
Lêmo-los e ouvimo-los todos os dias. Neste fim-de-semana, num longo desfile do "mas olha que", no Expresso, o Henrique Raposo escreve que "Quando ouvimos as declarações da Ucrânia e de Zelensky, há uma parte que é sempre cortada: os elogios a Israel, porque Telavive ajuda Kiev quando ataca a capacidade militar do Irão".
Não esperava que o "mas olha que" pudesse chegar a tanta hipocrisia. Menos ainda de gente tida por inteligente, democrata e moderada. Mas é a velha história do escorpião - está-lhe na massa do sangue!
Todos muito justos e honestos mas as crianças continuam a morrer de fome e pelas bombas.
ResponderEliminarMalditos eles todos.