A Argentina é a outra finalista do campeonato do Mundo, depois de vencer a Inglaterra na meia final de hoje. Não num jogo, mas em dois!
O primeiro dos dois jogos não foi digno de um campeonato do mundo, quanto mais de uma meia final. Foi um jogo amarrado e quezilento, jogado por gladiadores em vez de jogadores de futebol.
Dir-se-ia mais ao jeito da Argentina, mais habituada a esse tipo de jogo. Mas erradamente. Foi mais ao jeito da Inglaterra. Ou do seu treinador. Excepção a dois ou três apontamentos de kane e Bellinghamm, foi tudo muito pobre. E enfadonho.
Aos 10 minutos da segunda parte aconteceu o momento de viragem. Começou o outro jogo!
Kane, o ponta de lança inglês - o melhor deste mundial, mas também o melhor lançador da equipa - lá atrás, lançou um contra-ataque. A bola veio de Pickford, e chegou a Kane que, de imediato e com uma abertura de uma precisão sensacional, lançou Rogers na esquerda, que cruzou para a direita, onde apareceu Gordon a ganhar a frente a Tagliafico, e a empurrar para a baliza.
Estava feito o primeiro golo. E mudado o jogo!
A Argentina acordou e lembrou-se que sabe jogar à bola. E que tem, ainda, o melhor a mexer na bola. O selecçionador inglês, o alemão Tuchel, não acordou. Achou-se a ganhar sem muito ter feito por isso, esqueceu-se que tem jogadores que sabem jogar à bola, e remeteu-se à defesa. Meteu defesas centrais, uns atrás dos outros. Quatro, numa linha de cinco defesas. E logo outra á frente, mais outros cinco. Foi cobarde, não há outra maneira de dizer.
E só selecção Argentina existiu. Não foi feliz, teve bolas nos postes (duas), bolas a rasá-los, e Pickford a defender tudo, como se fosse de borracha. Messi pegava na bola, ora colada ao pé, ora teleguiada para a cabeça dos colegas, ora em tabelas a romper por entre a cerrada defesa inglesa.
Finalmente, aos 85 minutos, logo depois da segunda bola no poste, Enzo Fernandes empatou. A Argentina continuou a forçar, e cinco minutos depois, no início do período de compensação, Lautaro confirmava a reviravolta. De cabeça, espectacular. Assistido, como Enzo, por Messi. Aos 39 anos, ainda o melhor do mundo!
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