Na semana passada falei aqui de palermices, para manifestar a minha desilusão com o José Nuno Martins, um profissional da comunicação da minha geração que me habituei a admirar e respeitar. Terminava dizendo que "ninguém está imune ao erro" e que a diferença não se faz entre quem erra e quem não erra, mas "entre quem assume e enfrenta os erros e quem se julga acima deles". E rematei que ao José Nuno Martins cabia "pedir desculpa e demitir-se da direcção do jornal do Benfica".
Penitencio-me, também eu, pelo excesso: basta pedir desculpa. Com a elegância das pessoas educadas, e com a humildade das pessoas de bem.
E foi precisamente isso que o José Nuno Marins fez, na primeira oportunidade que teve, no mesmo local, no mesmo espaço de comunicação. No programa Benfica 10 Horas, da BTV, nestes termos:
- "Na semana passada fui muito incorreto, mesmo grosseiro. Não é meu hábito usar linguagem imprópria. Envergonhei-me do que disse e hoje tenho de pedir desculpa às pessoas que magoei, de modo involuntário".
- "Magoei três pessoas. O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho e o seu ilustre sócio Rogério Alves, que não são pessoas das minhas relações nem havia motivo para qualquer ofensa sobre elas, e Diamantino Miranda, meu amigo há anos, acerca de quem usei linguagem que não é própria, e deixo-lhe um abraço sentido".
- "Não posso criticar quem usa petardos para depois usar expressões incorretas e tão simbolicamente explosivas como um petardo. Espero não voltar a repetir. Essa não é a maneira de defender o Benfica".
Este sim. Este é o José Nuno Martins que eu conheço... De novo de cabeça levantada á frente do jornal do nosso clube do coração!

Sem comentários:
Enviar um comentário