Com sete alterações na equipa, e duas baixas por lesão - Durán e Barreiro - o Benfica apresentou-se em Nicósia para prosseguir a sua caminhada vitoriosa na Liga Europa.
Entrou bem na partida, com a primeira metade da primeira parte, talvez um pouco menos, ao nível do que nos tem habituado. Das sete alterações (Trubin, Circati, El Karouani, Manu Silva, Echeverri, Aursnes e Schjelderup), nem todas tendo corrido exactamente bem, como era de esperar, três delas estiveram no primeiro golo, logo aos 14 minutos. Precisamente Manu, que com um passe de quem está a ver o jogo e o sabe ler, a desmarcar Aursnes, que cruzou com precisão para Echeverri cabecear a bola, que seria ainda desviada para a baliza por tabelar num defesa do Omonia.
A partir daqui o Benfica começou a relaxar, e a segunda metade da primeira parte foi medonha. Gradualmente começou a falhar passes, os erros não forçados começaram a avolumar-se, os jogadores começaram a perder confiança, e a exibição da equipa entrou numa espécie de buraco negro.
Manu, El Karouani, Circati e Rafa afundavam-se a olhos vistos. Na verdade apenas Echeverri ia remando contra a maré, até ele próprio começar a fracassar. E o Omonia empatou. Diria mesmo que foi obrigado a empatar. Aquele golo de kakoullis, aos 42 minutos, foi o ponto final naquele pesadelo.
Um contra-ataque, que escapou ao fora de jogo por uma uma negra, ainda a meio-campo. Depois, Bah, a correr sem bola, recuperou a posição, mas "é comido", com toda a facilidade, Tomás Araújo tem tempo para fazer a dobra, mas fica ali, não sabe se vai, se fica. Manu nem se esforçou por recuperar e, a concluir, ainda há tempo do tal kakoullis vir lá de trás, pôr-se à frente de El Karouani, e marcar de cabeça.
Ao intervalo Marco Silva não mexeu na equipa. Entendeu que se tinham sido aqueles a enfiar-se naquela buraco, teriam de ser aqueles a sair dele. Deve ter-lhes dado um grande "raspanete", e ter-lhes dito isso mesmo. E a verdade é que o Benfica foi outro. As substituições, mais tarde, também ajudaram, mas o Benfica já tinha abandonado aquele buraco.
Quando, logo aos quatro minutos, o Benfica marcou o segundo golo, já era outro. Excepto Rafa, que continuava na mesma. Tanto que nesse golo (o cruzamento de Echeverri é fabuloso) disputa com Bah quem faz pior para não marcar. Valeu que Pavlidis lá resolveu o diferendo.
Depois lá começaram as substituições. Primeiro Palhinha, Prestianni e Sudakov substituíram Manu, Rafa e Echeverri, e o Benfica a acelerar no marcador, e na exibição. Bolas ao poste, grandes defesas de Fabiano, o antigo guarda-redes do Porto, cantos e mais cantos. Todos perigosos. O terceiro golo, aos 78 minutos, em grande remate de Aursnes, é o resultado da desorientação da equipa cipriota.
A superioridade demonstrada pelo Benfica na segunda parte traduz-se na goleada confirmada por Prestianni, a concluir uma arrancada espectacular de Lukebákio (entrara aos 83 minutos, e Anísio Cabral aos 77) de uma área à outra. Goleada que, se pela primeira parte parece coisa exagerada, pelas oportunidades criadas na segunda é bem escassa.

Sem comentários:
Enviar um comentário