Foi um jogo esquisito, este em que o Benfica defrontou o polacos do Lech Poznan, equipados à Porto, para a quarta jornada da Liga Europa, na Luz. Quase cheia, mas não nos habituais 60 mil!
Sempre que o Benfica estava a engrenar, lá aparecia um grãozito a atrapalhar engrenagem. O Benfica parecia - e era - muito superior, mas na hora da verdade não havia como traduzir em factos. Em remates, oportunidades e golos.
Os polacos desafiaram sempre o domínio encarnado, tiveram bola, quase tanta como o Benfica, pouco menos. Assustaram a Luz, levaram-na a assobiar, os primeiros assobios da Luz. No entanto nada criaram. Tiveram duas ocasiões de golo em todo jogo, mas ambas em erros de palmatória do Benfica. A primeira por um erro de Banjaqui, a que Turbin respondeu com uma enorme defesa. Banjaqui escorregou, é certo. Mas foi um erro. A segunda deu no golo, num erro tremendo do Enzo - regressado de lesão, depois de longa paragem - que, numa saída de de bola, sem qualquer tipo de pressão, passou-a a um adversário, isolado, que se limitou a marcar. Depois, com o jogo a terminar, o Benfica dispôs de três ou quatro oportunidades que poderiam ter dado ao marcador a expressão natural àquela superioridade, que não tinha tido tradução ao longo do jogo.
O Benfica foi para este jogo com uma equipa alternativa, como de costume. Apenas um titular no onze, o Tomás. E dois meios titulares, chamemos-lhe assim: Schjederup, e Rafa. Depois, Turbin, Banjaqui, Circati e El karouani, na defesa. Manu, Sudakov, Echeverri, no meio campo, e Duran na frente. E marcou logo aos 5 minutos, por Rafa, a deixar a tal ideia que a equipa iria engrenar.
É verdade que construiu bastante. Mas não engrenou. Durante toda a primeira parte foi assim, a equipa não encontrava as melhores soluções, e emperrava.
No arranque da segunda parte pareceu que ia finalmente engrenar. Mas logo votou a falhar a promessa. Para a reactivar já o primeiro quarto de hora tinha ficado para trás, quando Prestianni entrou para substituir Rafa, e Schjederup foi para a direita. Entraram também Aursenes, para o lugar de Echeverri e, para o lugar de Manu, que vira o cartão amarelo e forçara a substituição, Enzo Barrenechea.
Prestianni, como sempre, mexeu de imediato no jogo. Cinco minutos depois marcou o segundo golo. Acto contínuo, o Tomás saiu para entrar o Palhinha. Para central. O jogo estava ganho, e havia que poupar o único a repetir a titularidade. E, quando tudo indicava que, finalmente, a equipa iria ser consequente, foi o descalabro.
O erro de Barrenechea abriu o caminho para um quarto de hora negro. A dez minutos do fim ainda entrou Lukébákio, para o lugar de Schjederup, que na direita desaparecera. A tempo de desperdiçar das melhores oportunidades de que a equipa dispôs nos últimos minutos.
Ao passar pelo minuto 90 Prestianni - sempre ele - recuperou uma bola na defesa e, de primeira, lançou Sudakov na esquerda. Correu pela faixa esquerda, fez de Prestiani, e fez o golo.
Que sim, resolveu um jogo esquisito!

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