terça-feira, 27 de outubro de 2026

Há 10 anos

 


Com a entrada em funções do actual governo Pedro Passos Coelho caiu numa tremenda e profunda depressão. Não foi fácil: entrou em fase de negação, enfiou-se na cama e não mais de lá saiu. Aos poucos foi começando a ficar sozinho, e sabe-se como a solidão aprofunda ainda mais a depressão.


Já lá vai um ano e Passos percebeu que tinha de reagir, que aquilo não era vida. Que, assim, não ia a lado nenhum...


Percebe-se hoje que já começou a sair dessa fase negra. A ponto de - ao que se diz - já ontem à noite, no Conselho Nacional do partido que ainda lidera, ter aberto o peito e desafiado toda a gente que  havia a desafiar: "venham, mas terão de se haver comigo"!


Quem fala assim não só não é gago. Também não está deprimido. Poderá não estar lá muito bem da cabeça, mas deprimido é que não!


É verdade. A coisa já passou a Passos Coelho. A quem não há forma de passar é a Herr Schauble: o homem não se conforma. Nem há quem o possa conformar!


Não vejo grande problema - nem pequeno, confesso - nisso. Que não se conforme, é lá com ele. Eu é que não me conformo com os desmandos desse maníaco-depressivo alemão. Nehum português (pronto, está bem: à excepção do Camilo Lourenço) se deve conformar, e não ficava nada mal ao governo português chamar o embaixador alemão a S. Bento ou às Necessidades. Já é tempo de dizer, alto e bom som, que basta de intromissões. Que se preocupe com aquilo que lhe diz respeito, e que não é pouco preocupante, e que deixe em paz o governo legítimo e democrático de um país parceiro, mas soberano.


 


PS: Depois de publicado este texto dei por este sinal de inconformismo, em que não quis deixar de participar.

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